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Balanço da Camil: preços do arroz devem impactar balanço, avalia Ágora

Balanço da Camil: preços do arroz devem impactar balanço, avalia Ágora

Apesar dos sinais de que os preços do arroz possam ter atingido um piso, o processo de recuperação tende a ser gradual

O balanço da Camil (CAML3) referente ao terceiro trimestre do ano fiscal de 2025 (3TRI25) não deve funcionar como um catalisador relevante para as ações da companhia no curto prazo. Apesar dos sinais de que os preços do arroz possam ter atingido um piso — diante da projeção de queda de 10% na safra 2025/26 em base anual —, o processo de recuperação tende a ser gradual, pressionado pelos elevados níveis de estoques ao longo da cadeia.

A Ágora destaca que a melhora operacional observada em outras frentes do negócio deve ajudar a sustentar as perspectivas da empresa ao longo do ano. O relatório aponta evolução consistente na rentabilidade do açúcar, do café e das operações internacionais, fatores que contribuem para compensar, ao menos parcialmente, a persistente pressão sobre o segmento de arroz.

A Camil divulgará seus resultados do 3º trimestre fiscal — correspondente ao período entre setembro e novembro de 2025 — no dia 14 de janeiro, após o fechamento do mercado. A expectativa da Ágora é de uma receita líquida consolidada de R$ 2,7 bilhões, o que representa queda de 12% na comparação anual e recuo de 8% frente ao trimestre anterior.

Balanço da Camil: ebitda projetado é de R$ 222 milhões

Já o EBITDA ajustado projetado é de R$ 222 milhões, crescimento de 17% em base anual, mas retração de 9% na comparação trimestral, com margem de 8,1%, avanço de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior e estabilidade no trimestre.

Segundo o relatório, o desempenho do período deve refletir fatores sazonais e preços mais baixos do arroz, estimados em retração de 13%, embora ainda exista recuperação frente à base enfraquecida do segundo semestre fiscal de 2024. No mercado brasileiro, a Ágora projeta EBITDA de R$ 162 milhões, alta de 61% em base anual e queda de 10% no trimestre, sustentado principalmente pela maior rentabilidade do açúcar e pelos preços mais elevados do café.

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No segmento internacional, a pressão sobre o arroz deve continuar, mas a expectativa é de melhora sequencial das margens, que podem alcançar 7,6%, levando a um EBITDA estimado em R$ 59 milhões. Esse número ainda representa queda de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior e recuo de 4% na comparação trimestral.

A Ágora reforça que mantém visão positiva estrutural sobre a companhia, classificando a Camil como a melhor história de desalavancagem dentro de sua cobertura. O relatório também aponta a empresa como uma das principais beneficiárias de um eventual ciclo de queda dos juros no Brasil. Com menor necessidade de investimentos, ausência de operações de fusões e aquisições em 2026 e geração robusta de caixa, a corretora projeta um rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE yield) de 12% no próximo exercício.

Esse patamar, segundo a análise, deve funcionar como uma âncora relevante de valuation, criando uma assimetria favorável à medida que a dinâmica de oferta e demanda do arroz se normalize. A Ágora reiterou recomendação de compra para os papéis da Camil, com preço-alvo de R$ 8,00 por ação.

Como foi o 2TRI25

A Camil encerrou o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 78,7 milhões, resultado que representa uma queda de 33,7% na comparação com os R$ 118,8 milhões registrados no mesmo período de 2024. Na comparação trimestral, no entanto, houve avanço de 19,3% em relação ao primeiro trimestre do ano, sinalizando uma recuperação gradual da rentabilidade após um início de exercício mais pressionado.

A receita líquida alcançou R$ 2,98 bilhões entre abril e junho, recuo de 8,6% em base anual, mas crescimento de 10,9% frente ao 1TRI25. Segundo a companhia, o desempenho reflete o processo de normalização dos preços das commodities e a retomada gradual dos volumes vendidos no segmento de alimentos básicos, principal área de atuação do grupo.

O lucro bruto somou R$ 673,8 milhões no trimestre, apresentando alta de 11,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior e leve queda de 3,5% na comparação anual. A margem bruta permaneceu estável em 22,6%, indicando manutenção da disciplina operacional e controle de custos, apesar de um ambiente ainda desafiador para preços e volumes.

O EBITDA da Camil totalizou R$ 250,6 milhões no 2TRI25, queda de 12,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas avanço de 7,5% na comparação trimestral. A margem EBITDA recuou para 8,4%, ante 8,8% no 2TRI24, pressionada principalmente pelo aumento dos custos logísticos e por um mix de produtos menos favorável ao longo do período.

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