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Alô, câmbio: feliz Ano Novo de novo… será? O ano “recomeça”, com guerra no radar

Alô, câmbio: feliz Ano Novo de novo… será? O ano “recomeça”, com guerra no radar

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

03 Mar 2022 às 14:02 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

03 Mar 2022 às 14:02 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

eua, dólar

Reprodução/Pixabay

Feliz Ano Novo, de novo… Será? Honestamente, espero que sim meu amigo, minha amiga.

Começo desejando a você um ótimo retorno de Carnaval. Sei que muita gente tentou se desligar dos acontecimentos… Natural até. Até chegou a se esquecer um pouco da confusão (para dizer o mínimo) que se instalou nos mercados lá fora. Mas como tudo que é bom uma hora tem que acabar, vou tentar, com toda humildade, nos colocar de volta no eixo ao que diz respeito aos movimentos do mundo financeiro…

O tal Cisne Negro aconteceu

Sim… Apesar de poucos (eu inclusive) acreditar que seria possível, a Rússia, após reconhecer as regiões separatistas mais ao leste da Ucrânia, invadiu o seu vizinho.

O ataque se dá em diversas frentes, tendo a parte sul mais próximo ao Mar de Azov e a capital Kiev como focos principais. O objetivo declarado seria a desmilitarização do país e a instalação de um governo mais alinhado ao Kremlin.

O Ocidente levantou as tais sanções

Conforme prometido. Aliás, as maiores sanções da história até então…

Para quem trabalha com câmbio, fica ainda mais impactante este fato ao saber que os bancos russos foram retirados do sistema Swift. Isto sem falar do congelamento de ativos do próprio banco central russo. O rublo desvalorizou mais de 31% frente ao dólar e o mesmo BC não teve outra saída senão aumentar os juros em 20% a.a. Em apenas uma tacada vale dizer.

E pode piorar?

Sempre pode. Apesar de todas as medidas, Moscou continua podendo negociar as suas commodities energéticas. Petróleo e gás natural russos podem ser adquiridos por enquanto. Ou seja, apesar de todo o impacto inicial, digamos que o “paciente” está muito vivo. Isto sem falar de todo o apoio dado pela China aos amigos mais ao norte até agora. Mesmo com gente achando que Xi Jiping estaria mudando de lado…

E as outras coisas, seguem no radar dos investidores.

Como por exemplo a questão da reunião do Federal Reserve (Fed). Que acontece no dia 16 de março, by the way. Se antes já era dado como certa uma alta de 0,25%, como fica agora?

As commodities mais importantes do planeta seguem nas máximas, com a principal delas, o petróleo, operando consistentemente acima dos 100 dólares o barril. A inflação tende a piorar, portanto.

Ah, mas guerras são ruins para a economia…

O que em tese não obrigaria o BC Americano a subir as taxas. Verdade…

Porém, contudo, todavia, estamos com os preços ao consumidor nos piores níveis em 40 anos pelo menos. Ou seja, fica no mínimo complicado explicar a manutenção de uma política monetária frouxa com números tão ruins na inflação. Mesmo em época de conflitos armados.

E no Brasil?

Se o ano começa após o Carnaval, devemos ter as articulações em relação às eleições tomando corpo.

E aquele cenário “polls dependent”, nada menos que balizado pelas pesquisas, deve começar a valer (em menor intensidade ainda). Só para recordar, é aquele período que temos em todo ano em que o país escolhe Presidente. Se o candidato favorito do mercado vai bem, dólar cai e bolsa sobe. Se for o não tão adorado assim aparece como favorito, acontece exatamente o contrário…

Já o nosso Real…

Reabriu após os dias de “folia” para cima, cotado bem acima dos 5 de dias atrás. O movimento é mais do que natural, dado que os investidores tendem a “voar para qualidade”.

Os próximos dias serão balizados pelos movimentos da geopolítica mesmo, então vale muito a pena ficar de olho no que acontece lá fora. Câmbio, desligo!

Por Alexandre Viotto, head de câmbio e comércio exterior da EQI Investimentos

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