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Geopolítica, Fed e juros: os vetores que movimentam o mercado em 2026

Geopolítica, Fed e juros: os vetores que movimentam o mercado em 2026

Tensões geopolíticas, conflitos institucionais nos EUA e expectativas de juros moldam o comportamento dos mercados no início de 2026

As primeiras semanas de 2026 começaram com um mercado mais tenso e sensível a notícias externas. O pregão recente refletiu uma combinação de fatores geopolíticos e institucionais que ajudaram a explicar a volatilidade observada em diferentes ativos ao longo do dia.

Logo na abertura de 2026, o mercado absorveu uma série de notícias negativas no campo geopolítico, que deram continuidade às tensões já vistas na semana anterior.

Do foco na Venezuela ao aumento do risco no Oriente Médio

Inicialmente, o foco esteve nas movimentações dos Estados Unidos em relação à Venezuela. No entanto, ao longo do fim de semana, o centro das atenções migrou para o Oriente Médio, mais especificamente para o Irã.

O país atravessa um momento de instabilidade política, com protestos, mobilização popular e uma resposta dura do regime. As imagens de repressão e episódios de violência aumentaram a pressão internacional. O governo americano, incluindo o presidente Donald Trump, passou a criticar publicamente a postura do regime iraniano, levantando a discussão sobre uma possível intervenção direta ou indireta dos Estados Unidos e de seus aliados.

Esse tipo de incerteza costuma gerar efeitos imediatos nos mercados. Não por acaso, ativos considerados proteção reagiram rapidamente. O ouro voltou a ganhar força e abriu o dia renovando máximas, próximo dos US$ 4.600, funcionando como um termômetro claro do aumento das tensões geopolíticas.

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Conflito institucional nos EUA entra no radar

Além do cenário externo, um fator adicional ajudou a ampliar a cautela: o aumento do atrito institucional dentro dos próprios Estados Unidos. As tensões entre Donald Trump e Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, deixaram de ser apenas retóricas e passaram a indicar uma possível escalada no campo jurídico.

Powell tem resistido há meses à pressão política por cortes mais agressivos na taxa básica de juros. O mandato do atual presidente do Fed se aproxima do fim, e Trump já deixou claro que pretende indicar alguém com um perfil mais “dovish”, ou seja, mais tolerante à inflação e inclinado a reduzir juros.

Juros, câmbio e o enfraquecimento do dólar

Esse debate afeta diretamente o câmbio, uma vez que a taxa de juros é um dos principais pilares de ancoragem da moeda. Com expectativas menos firmes, o dólar voltou a se enfraquecer após um ciclo recente de valorização.

Nesse contexto, a abertura dos mercados em 2026 foi negativa: bolsas em leve queda, dólar mais fraco e ouro em alta.

Historicamente, ativos reais tendem a mostrar maior resiliência em ambientes de incerteza e inflação mais persistente, funcionando como uma forma de proteção para investidores no médio e longo prazo.

Brasil sente menos o impacto externo

No Brasil, os efeitos dessas tensões internacionais foram mais limitados. O país não tem adotado uma postura ativa nos principais conflitos globais, e o foco do mercado doméstico segue concentrado nas variáveis internas.

O acompanhamento do cenário político, em função das eleições presidenciais ao longo do ano, continua sendo central.

Expectativa por cortes de juros e dados econômicos

Além disso, inflação e atividade econômica seguem no radar. O mercado começa a precificar com mais convicção o início do ciclo de cortes de juros, possivelmente a partir da reunião de março. Para que isso se concretize, a evolução desses indicadores será decisiva.

Acordo Mercosul–União Europeia volta ao centro do debate

Outro ponto relevante, agora com viés mais construtivo, é o avanço das discussões em torno do acordo entre Mercosul e União Europeia. O tema voltou a ganhar tração e pode trazer benefícios importantes para a economia brasileira, especialmente para o agronegócio e setores nos quais o país é altamente competitivo, como proteínas, celulose e mineração.

Ibovespa anda de lado em um ambiente misto

No pregão mais recente, o Ibovespa refletiu esse ambiente de incerteza. Metade das ações operou em alta e metade em queda, com variações pequenas e sem um padrão muito claro.

Empresas mais expostas ao mercado externo apareceram entre os destaques positivos, enquanto companhias ligadas à economia doméstica mostraram desempenho mais fraco.

Atenção redobrada para os próximos dias

Para os próximos dias, o cenário segue exigindo atenção. O noticiário internacional continuará influenciando os preços, ao mesmo tempo em que dados econômicos e decisões de bancos centrais voltam ao centro do debate.

Entender como essas forças se combinam será essencial para navegar o mercado neste início de ano e ao longo de 2026.

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