A Weg (WEGE3) apresentou dados considerados fracos no balanço referente ao quarto trimestre do ano (4TRI25), o que já era esperado pelo mercado. Porém, a dinâmica deve seguir fraca e não há panorama de uma melhora nos drivers no curto prazo. Os dados são de um relatório da Ativa.
De acordo com o documento, os números trimestrais vieram impactados pela acomodação da demanda nos seus principais mercados e por uma queda no segmento de geração, transmissão e distribuição (GTD) de energia elétrica no Brasil.
“Apesar disso, a margem ebitda superou estimativas, demonstrando eficiência em gestão de custos e despesas, além de iniciativas para mitigar mudanças de legislação em alguns mercados”, aponta o relatório.
A receita ficou em R$ 10,2 bi (ante número estimado de R$ 10,6 bi), queda de 5,3% na comparação anual, impactada pela queda em GTD no mercado interno e uma demanda mais acomodada de forma geral. No exterior, a receita foi pressionada pela variação cambial no período.
“A margem ebitda veio acima do esperado, em 22,4%, +0,3 p.p. YoY, com bom controle de mix e eficiência em mitigar mudanças legislativas. Por fim, a companhia entregou um ROIC acima do esperado, em 32,5%, vs. 30,0% estimado”, diz outro trecho do relatório.
Receita em queda
Com relação a receita, esta caiu 2,9% na comparação anual, ficando em R$ 3,9 bi. A atividade industrial melhorou, em especial, em ciclo longo, enquanto ciclo curto se manteve estável. Segundo a Ativa, a queda da receita foi motivada pela queda em geração solar centralizada e falta de projetos de geração eólica. A receita de EEI cresceu 5,7%, com a atividade industrial positiva, com maior foco na reposição de equipamentos e destaque para baterias de ônibus elétrico e sistemas de tração. O ciclo longo também apresentou boa demanda, apesar de um cenário considerado ainda restritivo.
No mercado externo, a receita cresceu 1,4% em reais (+2,4% em dólares), ficando em R$ 6,4 bi. Na África, houve retração de caiu 29,9%, enquanto na Ásia-Pacífico cresceu 0,6% e Europa subiu 19,2%. Na América do Norte houve variação positiva de 11,3% e na América do Sul e Central recuou 0,2%.






