A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou nesta sexta-feira (20) a autoridade do presidente Donald Trump para impor tarifas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), em revés significativo à agenda comercial do governo.
Em resposta imediata, Trump anunciou nova tarifa global de 10% sob a Seção 122 da Lei Comercial de 1974, mantendo pressão tarifária sobre importadores, mas em patamar reduzido.
O quanto esse novo panorama pode ajudar as empresas brasileiras? A XP Research se debruçou sobre os efeitos nas empresas de bens de capital Weg (WEGE3) e Embraer (EMBJ3).
Weg: parcialmente positivo
Segundo os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, a interpretação para a Weg é “construtiva”.
Eles esperam que as medidas, embora em uma avaliação preliminar, eliminem as tarifas sobre os produtos exportados do Brasil para os EUA, o que corresponde a cerca de 9% da receita total da WEG. Isso reduziria os custos gerais dos produtos da WEG que entram no mercado americano.
“A WEG vinha mitigando parte do impacto transferindo a produção para o México e ajustando os preços, e, em nossa opinião, a redução tarifária facilita a logística e a competitividade, além do alívio imediato de custos. Mesmo assim, vale ressaltar que as tarifas da Seção 232 (aço e alumínio, proporcionais à participação da matéria-prima nos produtos) continuam em vigor, inalteradas pela medida de hoje”, pontua a corretora.

Embraer: efeito positivo
Para a fabricante de aeronaves, a XP ressalta que a tarifa de 10% à qual a empresa ainda estava sujeita deve convergir para 0%.
“Em termos de sensibilidade, nossas estimativas indicaram que uma redução completa das tarifas para zero poderia representar um aumento de 12% no EBIT da empresa em 2026”, calculam.
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