A WEG (WEGE3) ampliou o projeto de sua nova fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), em Itajaí (SC), em um movimento que, segundo a Ativa Investimentos, reforça a estratégia da companhia no mercado brasileiro justamente antes do primeiro leilão de baterias do país, previsto para dezembro de 2026.
Em relatório divulgado nesta sexta-feira (25), a Ativa avaliou positivamente o anúncio e manteve recomendação de compra para as ações da WEG. Para a instituição, a ampliação do projeto deve fortalecer a capacidade da companhia de atender à demanda doméstica por sistemas BESS.
A fábrica foi anunciada pela WEG em fevereiro de 2026, com investimento total estimado em R$ 330 milhões e capacidade anual de produção de 4 GWh. O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2027.
Com a atualização do projeto, a companhia incorporará maior nível de automação e ganhos de eficiência industrial, medidas que permitirão ampliar a capacidade produtiva da unidade.
BESS como gatilho para a WEG
Na avaliação da Ativa, as iniciativas relacionadas ao BESS estão entre os principais gatilhos para destravar valor para a WEG. A instituição também cita o crescimento dos data centers como outro fator relevante para a tese de investimento da companhia.

O relatório destaca que o anúncio da ampliação ocorre próximo ao primeiro Leilão de Reserva de Capacidade de Armazenamento Nacional, previsto para dezembro de 2026. Para a Ativa, o momento reforça a importância estratégica do aumento da capacidade produtiva da WEG no segmento.
Os sistemas BESS desempenham um papel relevante nos sistemas elétricos modernos, especialmente na integração de fontes renováveis, como solar e eólica. As baterias permitem armazenar energia em momentos de maior disponibilidade e disponibilizá-la posteriormente, contribuindo para a estabilidade do sistema, a eficiência operacional e o melhor aproveitamento dos recursos energéticos.
Segundo a Ativa, a ampliação da fábrica está alinhada à estratégia de crescimento da WEG no mercado de armazenamento de energia no Brasil e reforça a recente elevação da recomendação da companhia para compra.
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