O mercado pode ter exagerado ao punir as ações da Vivara (VIVA3) em consequência do forte aumento dos preços da prata em 2026, avalia o Santander em um relatório enviado a clientes nesta segunda-feira (2). A queda, no ano, chega a aproximadamente 12%, apesar do recuo na commodity desde sexta-feira passada.
“Embora o choque nos preços da prata tenha pressionado as ações da Vivara, acreditamos que o mercado esteja exagerando os riscos de curto prazo. A cobertura de estoques permite que os reajustes de preços sejam implementados de forma gradual, mitigando impactos imediatos sobre a elasticidade da demanda e as margens”, explicam os analistas Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo.
Segundo eles, a análise da formação de preços dos produtos de prata indica a necessidade de um reajuste de aproximadamente 9% para compensar o impacto sobre a margem decorrente de uma alta de 100% no preço da prata.
O Santander calcula que o valuation atual já embute um cenário excessivamente conservador, pois, mesmo no cenário mais adverso – com Vendas Mesmas Lojas (SSS) da Life em 0% e pressão de 7,5 pontos percentuais na margem bruta de Life – a ação ainda estaria sendo negociada a cerca de 10 vezes o múltiplo de preços sobre lucro para 2026 P/L 2026E.
Estoques garantem as margens
“As preocupações são justificáveis, porém exageradas, em nossa visão. Nosso primeiro argumento se baseia em uma análise simples do estoque da companhia”, ressaltam.
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Olhando para o que a Vivara já tem nas lojas, de acordo com dados do terceiro trimestre de 2026, isso já seria suficiente para cobrir cerca de 80% das vendas desse período, permitindo um aumento gradual de preços ao longo do tempo.






