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Auren reduz prejuízo no 2º trimestre para R$ 379,1 milhões

Auren reduz prejuízo no 2º trimestre para R$ 379,1 milhões

Companhia destaca resiliência do portfólio, avanço do projeto eólico Cajuína 3 e queda da dívida líquida em meio aos impactos do curtailment

A Auren Energia (AURE3) registrou prejuízo líquido de R$ 379,1 milhões no segundo trimestre de 2026, uma melhora em relação ao prejuízo de R$ 562,9 milhões apurado no mesmo período do ano anterior.

O resultado foi influenciado por efeitos operacionais e financeiros, enquanto o EBITDA Ajustado da companhia somou R$ 858,9 milhões no trimestre, queda de 12,4% na comparação anual, pressionado principalmente pelo menor resultado da comercializadora de energia, pelo menor recurso eólico e pelo aumento dos cortes de geração (curtailment).

Apesar da redução do resultado operacional, a companhia destacou a capacidade do portfólio de compensar parte dos efeitos adversos do mercado. Os ganhos de modulação alcançaram R$ 70,5 milhões no trimestre, alta de 75% em relação ao segundo trimestre de 2025, reduzindo parcialmente o impacto negativo de R$ 97,8 milhões provocado pelo curtailment.

No acumulado do primeiro semestre, o efeito líquido do portfólio ficou negativo em R$ 16,3 milhões, com perdas de R$ 184 milhões relacionadas aos cortes de geração compensadas parcialmente por ganhos de modulação de R$ 167,7 milhões.

Mercado de energia e estratégia comercial ajudam desempenho

A Auren afirmou que o segundo trimestre foi marcado por uma mudança relevante na dinâmica dos preços de curto prazo no mercado de energia. A melhora das condições hidrológicas, a redução da carga do sistema e a incorporação do LRCAP ao modelo de formação de preços contribuíram para a queda do PLD.

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No submercado Sudeste/Centro-Oeste, o preço médio caiu de R$ 308/MWh no primeiro trimestre para R$ 207/MWh no segundo trimestre.

“O segundo trimestre de 2026 trouxe uma mudança importante na dinâmica de preços de curto prazo do mercado de energia. Após um início de ano caracterizado por preços elevados, a melhora das condições hidrológicas, aliada à carga abaixo do esperado e à incorporação do LRCAP ao modelo de formação de preços, resultou em uma redução significativa do preço de energia de curto prazo ao longo do trimestre”, afirmou a administração.

Segundo a companhia, o movimento confirmou a visão apresentada anteriormente a investidores e analistas e teve impacto positivo sobre o desempenho no período.

“O movimento observado ao longo do trimestre confirmou a nossa expectativa e contribuiu positivamente para o desempenho da Auren, considerando a nossa posição short para este trimestre”, disse a administração.

Cajuína 3 avança e entra em fase de testes

Um dos principais destaques operacionais do trimestre foi o avanço do projeto eólico Cajuína 3, no Rio Grande do Norte. O empreendimento, com capacidade instalada de 112,1 MW, atingiu aproximadamente 88% de conclusão e iniciou a operação em teste dos primeiros seis aerogeradores.

A etapa de comissionamento está em fase final, com previsão de entrada em operação comercial completa em dezembro. Durante o período de testes, a energia gerada será liquidada ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).

“Cajuína 3 representa mais um passo importante em nossa estratégia de expansão do portfólio renovável”, afirmou a administração.

Curtailment segue como principal desafio para renováveis

Os cortes de geração continuaram pressionando o desempenho dos ativos renováveis da companhia. No segundo trimestre, o curtailment atingiu 15,7% da geração potencial dos ativos eólicos no Sistema Interligado Nacional (SIN), acima dos 11,7% registrados no mesmo período de 2025.

Na geração solar, as restrições foram ainda mais elevadas, chegando a 25,8% no trimestre.

A companhia informou que acompanha o processo de regulamentação para compensação financeira dos geradores afetados pelos cortes. A Auren estima uma compensação de aproximadamente R$ 300 milhões e avalia a adesão ao mecanismo criado pelo Ministério de Minas e Energia.

“Vemos a portaria como um avanço importante, mas a definição da regra de compensação do curtailment a partir de dezembro de 2025 ainda segue incerta, dependendo de regulamentação da ANEEL”, afirmou a administração.

Reorganização societária avança

A Auren também informou avanços no processo de reorganização societária. A primeira fase foi concluída em maio, com a incorporação da Auren Participações pela Auren Operações.

A segunda etapa, que prevê a incorporação da Auren Operações pela CESP, já foi aprovada pela companhia e depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações regulatórias.

“A iniciativa reforça nosso compromisso com a consolidação de uma estrutura societária mais simples e eficiente, concentrando os ativos hidrelétricos em um único veículo (CESP), reduzindo o número de subsidiárias de capital aberto e ampliando a eficiência na gestão de caixa e endividamento”, afirmou a companhia.

Mesmo diante dos desafios operacionais enfrentados no trimestre, a Auren reforçou que segue avançando em sua estratégia de expansão renovável, disciplina financeira e geração de valor para acionistas.