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Aura Minerals: BTG Pactual vê inflexão no 2º semestre de 2026

Aura Minerals: BTG Pactual vê inflexão no 2º semestre de 2026

Ebitda de US$ 197 milhões ficou 3% abaixo da projeção do banco e caiu 19% no trimestre

A Aura Minerals (AURA33) entregou um 2º trimestre de 2026 abaixo do esperado pelo BTG Pactual, com Ebitda de US$ 197 milhões, 3% aquém da projeção do banco e 19% menor na comparação trimestral.

Três fatores explicam a diferença, segundo os analistas: preços realizados menores do ouro, embarques bem mais fracos em Apoena e uma estrutura de custos consideravelmente mais pesada na MSG.

A produção somou 75 mil onças, queda de 8% no trimestre, enquanto as vendas ficaram em 77 mil onças, em linha com o projetado. O guidance de 340 mil a 390 mil onças para 2026 permanece de pé, ainda que o banco veja o meio da faixa como o desfecho mais provável.

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Sequenciamento de mina, não problema estrutural

“Acreditamos que esses tropeços de produção estão relacionados principalmente ao sequenciamento de mina, e não a questões estruturais”, escreveram Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, do BTG Pactual.

Os custos vieram ligeiramente melhores do que a estimativa cautelosa do banco na maior parte das operações. As exceções foram justamente Apoena e MSG, e o AISC, custo total de sustentação, deve ceder no 2º semestre com a diluição vinda de volumes maiores.

“A MSG segue como o principal ponto de atenção, mas não deve afetar materialmente o quadro consolidado, dada sua contribuição relativamente pequena para a produção total”, apontaram os analistas.

A geração de caixa livre ficou modesta, em US$ 22 milhões, pressionada pelo capex de crescimento ligado a Era Dorada e por perdas com hedge em Borborema. A alavancagem segue baixa, em cerca de 0,2 vez dívida líquida sobre Ebitda.

“Acreditamos que este trimestre deve marcar um ponto de inflexão para a companhia, com um cenário bem mais forte no 2º semestre”, projetaram Correa, Arazi e Gotardo.

Ouro continua no comando da ação

O papel tem oscilado muito e passou a se comportar como um ETF alavancado de ouro, na leitura do banco. O metal recuou 22% ante as máximas recentes, movimento atribuído a uma postura mais dura do Federal Reserve.

“A fraqueza recente já está refletida nos preços”, observou Leonardo Correa, do BTG Pactual.

Depois da correção, a ação passou a negociar a 0,7 vez o P/NAV, indicador que compara o preço ao valor presente líquido dos ativos. O banco reiterou a recomendação de compra, sustentada pela meta de 600 mil onças em dois a três anos e por um dividend yield entre 4% e 5% ao longo do ciclo.

“A tese de longo prazo, com desdolarização e demanda sustentada dos bancos centrais, permanece firmemente intacta”, concluíram os analistas do BTG Pactual.