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Brava Energia reverte prejuízo e lucra R$ 871 milhões no 2T26

Brava Energia reverte prejuízo e lucra R$ 871 milhões no 2T26

Receita e Ebitda atingiram recordes, mas o lucro ainda caiu 17% frente ao mesmo período de 2025

A Brava Energia (BRAV3) registrou lucro líquido de R$ 871 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 17% frente aos R$ 1,05 bilhão apurados no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o primeiro trimestre, a companhia reverteu um prejuízo de R$ 349,7 milhões.

A receita líquida cresceu 14%, para o recorde de R$ 3,60 bilhões. O Ebitda ajustado, desconsiderado o IFRS 16, avançou 33%, para R$ 1,77 bilhão, também o maior valor já alcançado pela companhia. A margem aumentou 7 pontos percentuais, para 49,3%.

Receita da Brava Energia bate recorde

O desempenho foi favorecido pela valorização do petróleo e pelas melhores condições de comercialização. O preço médio de venda do óleo aumentou 46% em um ano, para US$ 91,40 por barril, enquanto o valor médio do gás subiu 25%, para US$ 7,20 por milhão de BTU.

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A produção média alcançou 81,7 mil barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 8% frente ao primeiro trimestre, mas queda anual de 5%. A produção de óleo recuou 12% em um ano, enquanto a de gás avançou 29%.

“Como resultado, registramos Receita Líquida e EBITDA ajustado recordes, acompanhados de uma importante expansão das margens operacionais. Esses resultados refletem não apenas um ambiente de mercado mais favorável, mas, sobretudo, a evolução estrutural da Companhia, apoiada em ganhos de eficiência, disciplina financeira e foco permanente na criação de valor para os acionistas”, afirma a administração.

No segmento de downstream, que reúne as atividades de refino e comercialização de derivados, a margem atingiu o recorde de 13,1%, avanço trimestral de 7,6 pontos percentuais. O resultado foi impulsionado pela ampliação dos spreads dos derivados.

Apesar da melhora operacional, o resultado antes dos impostos recuou 17%, para R$ 1,27 bilhão. O resultado financeiro diminuiu 79%, de R$ 627 milhões para R$ 131 milhões, explicando a queda anual do lucro líquido.

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Dívida líquida recua 17%

As atividades operacionais geraram R$ 829 milhões no trimestre. O desempenho foi pressionado pelo desembolso relacionado à liquidação de contratos de proteção contra oscilações do petróleo.

“As atividades operacionais geraram R$ 829 milhões no 2T26. Desconsiderando o desembolso de R$ 864 milhões relacionado à liquidação de hedge de óleo, a geração de caixa operacional totalizou R$ 1.693 milhões, alta de 72% frente ao trimestre anterior”, informa a Brava.

O caixa encerrou junho em R$ 5 bilhões, queda trimestral de 11%. A dívida líquida atingiu R$ 7,38 bilhões, recuos de 2% frente ao primeiro trimestre e de 17% em um ano.

A companhia também reduziu o custo médio da dívida de 8,70% ao ano, no início de 2025, para 7,86%. A alavancagem, contudo, subiu de 1,84 para 1,97 vez o Ebitda em dólar.

Os investimentos somaram R$ 765 milhões, aproximadamente o dobro do valor aplicado no primeiro trimestre. Desse total, 74% foram destinados às operações offshore, principalmente aos projetos de Papa-Terra e Atlanta.