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Dexco registra alta da receita e reforça desalavancagem no 2TRI26

Dexco registra alta da receita e reforça desalavancagem no 2TRI26

Companhia registrou crescimento da receita líquida, expansão do EBITDA recorrente, fluxo de caixa livre positivo e redução da alavancagem financeira no segundo trimestre de 2026

A Dexco (DXCO3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 2,23 bilhões, alta de 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada principalmente pelo desempenho da divisão Madeira.

A companhia também ampliou o EBITDA Ajustado e Recorrente para R$ 547,4 milhões, avanço de 23,6%, e manteve fluxo de caixa livre total positivo em R$ 120,7 milhões, reforçando a estratégia de redução do endividamento e disciplina na alocação de capital.

O desempenho da Dexco no 2TRI26 ocorreu em um ambiente ainda marcado por juros elevados e crédito restritivo, fatores que continuam pressionando parte do setor de construção civil e de materiais de acabamento.

Mesmo nesse cenário, a companhia conseguiu ampliar sua eficiência operacional, com destaque para a divisão Madeira, além de capturar ganhos de rentabilidade em Metais e Louças e manter a estratégia de desalavancagem financeira.

Madeira impulsiona crescimento da receita e do EBITDA

O principal destaque operacional da Dexco no 2TRI26 foi novamente a divisão Madeira, responsável por sustentar a expansão da receita e da rentabilidade da companhia. O segmento registrou volume expedido de 791,9 mil metros cúbicos, crescimento de 5,2% em relação ao segundo trimestre de 2025, refletindo uma demanda doméstica resiliente, apesar da pressão sobre os custos de insumos como metanol, ureia e petróleo.

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A divisão também apresentou EBITDA Ajustado e Recorrente de R$ 485 milhões, avanço de 13,4% na comparação anual, com margem de 30,9%. Segundo a companhia, o desempenho foi favorecido pela combinação de maiores volumes vendidos, reajustes de preços, melhora no mix de produtos e contribuição dos negócios florestais.

Metais e Louças preservam rentabilidade, enquanto Revestimentos seguem pressionados

Na divisão de Metais e Louças, a estratégia permaneceu concentrada na captura de valor, mesmo em um ambiente de demanda mais seletiva. O volume expedido caiu 19,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado, mas a receita líquida permaneceu praticamente estável, em R$ 471,3 milhões, sustentada pelos reajustes de preços e por um mix comercial mais favorável.

Como resultado, o EBITDA Ajustado e Recorrente do segmento alcançou R$ 55,6 milhões, com margem de 11,8%, evidenciando a melhora da rentabilidade mesmo diante da retração do mercado. A companhia atribui o desempenho à maior seletividade comercial e às iniciativas voltadas para captura de valor.

Já a divisão de Revestimentos Cerâmicos continuou enfrentando um cenário desafiador, marcado por elevada capacidade ociosa da indústria e maior competição por preços.

Ainda assim, a Dexco voltou a registrar EBITDA positivo de R$ 6,7 milhões no trimestre, impulsionado por ganhos de produtividade, redução de despesas e ajustes na capacidade produtiva após o fechamento da unidade de Urussanga (SC). A empresa ressalta, porém, que esse resultado ainda não representa um patamar sustentável para os próximos trimestres.

Geração de caixa reforça processo de desalavancagem

Além da evolução operacional, a Dexco manteve o foco na geração de caixa e no fortalecimento da estrutura de capital durante o 2TRI26.

O fluxo de caixa livre operacional atingiu R$ 455,1 milhões, impulsionado pela expansão do EBITDA, pela melhora do capital de giro e pela redução dos investimentos em projetos, após a conclusão do ciclo de expansão realizado entre 2021 e 2025.

No encerramento do trimestre, a dívida líquida somava R$ 5,13 bilhões, redução de R$ 188,2 milhões frente ao trimestre anterior.

Com isso, o índice de alavancagem caiu para 2,72 vezes o EBITDA, ante 2,99 vezes no primeiro trimestre de 2026, refletindo a estratégia da companhia de combinar disciplina na alocação de capital com maior geração operacional.