A Copel (CPLE3) encerrou o 2º trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 645,1 milhões, 42,6% acima do apurado um ano antes.
O lucro reportado quase dobrou, para R$ 1,048 bilhão, avanço de 82,6%. A diferença vem de itens sem efeito caixa, entre eles R$ 288,7 milhões de Valor Novo de Reposição (VNR).
O Ebitda recorrente somou R$ 1,613 bilhão, com margem de 27,1% ante 24,7%. A distribuidora puxou o resultado, com alta de 34,5%, a R$ 765,6 milhões, e mercado fio faturado 7,2% maior.
Curtailment mais alto pesa sobre a geração eólica
Na Copel GeT, o Ebitda recorrente subiu 10,1%, a R$ 838,2 milhões, com preço médio de venda de R$ 198,99 por MWh contra R$ 187,10 no ano passado. Contudo, o corte de geração determinado pelo ONS, o curtailment, passou de 15,7% para 23,7% e custou R$ 34,8 milhões no trimestre.
Em 23 de junho a Aneel homologou o sexto ciclo de revisão tarifária da distribuidora, que fixou a Base de Remuneração Regulatória (RAB) líquida em R$ 19,9 bilhões, com Fator X de 0,95% e diferimento tarifário de R$ 1,3 bilhão.
Alavancagem estável e R$ 706 milhões em JCP
A alavancagem terminou junho em 2,9x, no centro da nova banda entre 2,6x e 3,2x. O conselho aprovou R$ 706 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), ou R$ 0,2377 por ação, a serem pagos em 30 de setembro de 2026.






