A Vamos apresentou um resultado sólido no segundo trimestre, com lucro líquido acima do esperado e melhora em indicadores operacionais, segundo avaliação do BTG Pactual (BPAC11). O banco destacou o desempenho da companhia, que atua nos segmentos de locação e venda de veículos pesados, e manteve a recomendação de compra para as ações VAMO3.
O lucro líquido da Vamos foi de R$ 101 milhões no período, alta de 9% em relação ao segundo trimestre do ano passado e 5% acima da estimativa do BTG. O resultado foi beneficiado pela melhora operacional e por uma alíquota efetiva de imposto menor, fatores que compensaram parcialmente o impacto das taxas de juros mais elevadas no trimestre.
A receita líquida chegou a R$ 1,6 bilhão, crescimento de 11% na comparação anual, em linha com a projeção do banco. O Ebitda somou R$ 972 milhões, alta de 7%, também dentro das expectativas. Segundo o relatório, o indicador veio “limpo”, sem efeitos de itens não recorrentes.

Vendas de seminovos seguem resilientes
Na divisão de locação, a receita líquida atingiu R$ 1,5 bilhão, avanço de 10% em um ano. A expansão foi puxada principalmente pela venda de ativos, cuja receita aumentou 13%, para R$ 365 milhões. A receita de serviços também apresentou desempenho positivo, com alta de 9%, para R$ 1,1 bilhão.
O Ebitda da operação de locação alcançou R$ 957 milhões, crescimento anual de 9%.
Um dos pontos acompanhados pelo mercado é o volume de ativos retomados. No segundo trimestre, os veículos retomados somaram R$ 189 milhões, abaixo dos R$ 282 milhões registrados no primeiro trimestre. Para o BTG, não houve deterioração relevante nessa tendência.
A Sempre Novo, operação voltada à venda de veículos usados, realizou R$ 160 milhões em investimentos no trimestre, contra R$ 152 milhões nos três primeiros meses do ano. O capex total da companhia foi de R$ 975 milhões, ante R$ 931 milhões no segundo trimestre de 2025.
O backlog, indicador que representa os contratos já firmados e ainda não executados, permaneceu estável em R$ 13 bilhões na comparação trimestral.
Alavancagem recua
Outro destaque positivo apontado pelo BTG foi a redução da alavancagem financeira. A relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses caiu de 3,2 vezes no primeiro trimestre para 3 vezes no segundo trimestre.
A dívida líquida encerrou o período em R$ 11,6 bilhões, abaixo dos R$ 12 bilhões registrados no trimestre anterior. Para o banco, a evolução mostra que a melhora na execução da companhia começa a produzir resultados também na estrutura financeira.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) ficou em 14%, estável em relação ao primeiro trimestre. Já o spread entre o ROIC e o custo da dívida aumentou de 3,2 pontos percentuais para 3,5 pontos percentuais.
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