A Taurus (TASA3; TASA4) lucrou R$ 97,4 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 193,4% sobre o mesmo período de 2025. O número reverte o prejuízo de R$ 36,6 milhões apurado no 1º trimestre.
O Ebitda somou R$ 124,8 milhões, ante R$ 49,2 milhões um ano antes, com margem de 34,6%. A receita líquida, contudo, recuou 10,3%, para R$ 360,9 milhões.
A margem bruta ficou em 34,2%, avanço de 6 pontos percentuais sobre o trimestre anterior. O indicador superou os 21,3% da Ruger e os 29,8% da Smith & Wesson. A produção voltou a 246 mil armas, alta de 56,7%.

Reembolso de tarifas nos Estados Unidos
O salto do lucro nasceu fora da operação. A companhia contabilizou R$ 91,1 milhões de reembolso das tarifas de importação pagas no mercado americano, valor que derrubou a despesa operacional líquida para R$ 15,2 milhões.
Com o dinheiro no caixa, a dívida líquida caiu para R$ 426,1 milhões, 25,5% abaixo de dezembro. A alavancagem passou de 6,85 vezes em março para 2,76 vezes ao fim de junho.
Nova tarifa de 37,5% e carteira de pedidos
No fim de julho, já fora do trimestre, os Estados Unidos passaram a cobrar tarifa cumulativa de 37,5% sobre produtos brasileiros, ante os 50% do início do ano. A carteira de pedidos passa de R$ 600 milhões.
“O setor nunca cresceu porque teve facilidade, mas porque aprendeu a se adaptar”, disse Salesio Nuhs, CEO global da Taurus.






