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Menor inadimplência eleva margem da Cruzeiro do Sul a 29,9%

Menor inadimplência eleva margem da Cruzeiro do Sul a 29,9%

Ebitda somou R$ 233,5 milhões, avanço de 16,0%, e a margem subiu 2,0 pontos percentuais com a queda da provisão para calotes

A Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3) fechou o 2º trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 100,7 milhões, contra R$ 62,7 milhões um ano antes. A margem líquida passou de 8,7% para 12,9%.

A receita líquida subiu 8,2%, para R$ 780,3 milhões. O Ebitda alcançou R$ 233,5 milhões, alta de 16,0%, com margem de 29,9%.

O ganho de margem veio da inadimplência. A provisão para perdas com créditos de liquidação duvidosa (PECLD) caiu para 8,0% da receita líquida, ante 10,9% no mesmo trimestre de 2025.

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Medicina puxa o ticket, mesmo com menos alunos

“Reflete o crescimento da base de alunos nos cursos de Medicina e Digital no mix”, escreveu a administração da Cruzeiro do Sul, no release de resultados, sobre a expansão da margem bruta.

A base total encolheu 5,4% em doze meses, para 554 mil alunos. O ticket médio compensou: R$ 1.042 por mês no presencial, alta de 9,4%, e R$ 238 no digital, avanço de 12,8% com o peso maior do semipresencial.

Alavancagem em 0,8 vez, com o earn-out da FAPI à frente

“O desembolso estimado é de aproximadamente R$ 185 milhões, sujeito a ajustes contratuais”, afirmou a companhia sobre o earn-out acionado pela liberação de novas vagas de Medicina na FAPI.

A dívida líquida caiu 22,2% em doze meses, para R$ 523,2 milhões, e a alavancagem ficou em 0,8 vez o Ebitda ajustado ex-IFRS 16. O fluxo de caixa livre do trimestre foi de R$ 74,3 milhões, contra R$ 9,2 milhões um ano antes, e o pagamento do earn-out será feito em três parcelas anuais a partir do terceiro trimestre.