A Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3) fechou o 2º trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 100,7 milhões, contra R$ 62,7 milhões um ano antes. A margem líquida passou de 8,7% para 12,9%.
A receita líquida subiu 8,2%, para R$ 780,3 milhões. O Ebitda alcançou R$ 233,5 milhões, alta de 16,0%, com margem de 29,9%.
O ganho de margem veio da inadimplência. A provisão para perdas com créditos de liquidação duvidosa (PECLD) caiu para 8,0% da receita líquida, ante 10,9% no mesmo trimestre de 2025.

Medicina puxa o ticket, mesmo com menos alunos
“Reflete o crescimento da base de alunos nos cursos de Medicina e Digital no mix”, escreveu a administração da Cruzeiro do Sul, no release de resultados, sobre a expansão da margem bruta.
A base total encolheu 5,4% em doze meses, para 554 mil alunos. O ticket médio compensou: R$ 1.042 por mês no presencial, alta de 9,4%, e R$ 238 no digital, avanço de 12,8% com o peso maior do semipresencial.
Alavancagem em 0,8 vez, com o earn-out da FAPI à frente
“O desembolso estimado é de aproximadamente R$ 185 milhões, sujeito a ajustes contratuais”, afirmou a companhia sobre o earn-out acionado pela liberação de novas vagas de Medicina na FAPI.
A dívida líquida caiu 22,2% em doze meses, para R$ 523,2 milhões, e a alavancagem ficou em 0,8 vez o Ebitda ajustado ex-IFRS 16. O fluxo de caixa livre do trimestre foi de R$ 74,3 milhões, contra R$ 9,2 milhões um ano antes, e o pagamento do earn-out será feito em três parcelas anuais a partir do terceiro trimestre.






