A Espaçolaser (ESPA3) teve prejuízo líquido de R$ 5,9 milhões no segundo trimestre de 2026, ante lucro de R$ 2,1 milhões um ano antes. A receita líquida caiu 0,7%, para R$ 257,5 milhões.
O Ebitda ajustado recuou 23,5%, para R$ 49,4 milhões, com margem de 19,2%, cinco pontos percentuais abaixo da apurada no mesmo período de 2025. Os custos com pessoal subiram 6,2%, puxados por reajustes de acordos coletivos.
O ticket médio, contudo, bateu recorde de R$ 1.461, alta de 4,3% em 12 meses. As vendas em mesmas lojas cederam 0,4% e as vendas brutas da rede ficaram estáveis em R$ 384,9 milhões.

Cancelamentos sobem a 13,3% da receita bruta
Os cancelamentos somaram R$ 46,4 milhões, contra 11,7% da receita bruta um ano antes. A rede tem 811 lojas no Brasil, das quais 361 próprias e 118 franquias já operam sob o modelo Cliente Decide o Pagamento (CDP), cuja implantação termina no terceiro trimestre.
“A concentração da migração para esse novo modelo ao longo do trimestre representou um fator transitório”, escreveu a administração da Espaçolaser, comandada por Magali Leite.
Caixa e alavancagem melhoram
O fluxo de caixa operacional ajustado somou R$ 60,7 milhões, com conversão de 122,8% do Ebitda. A dívida líquida caiu para R$ 526,0 milhões e a alavancagem recuou de 1,97 vez para 1,88 vez.
“Nossa disciplina operacional e financeira também foi reconhecida pela Moody’s Local”, afirmou a administração da companhia, que reafirmou o rating A.br em julho.






