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Vale: Safra indica trade com potencial de 8%

Vale: Safra indica trade com potencial de 8%

O gatilho de entrada está no intervalo entre R$ 82,84 e R$ 84,50. O objetivo está em R$ 89,67 e a sugestão de stop está em R$ 79,50 (perdas de 4,03%)

O banco Safra abriu uma recomendação gráfica de compra para as ações da Vale (VALE3) com um potencial de valorização de até 8,24%.

Segundo o documento, o gatilho de entrada está no intervalo entre R$ 82,84 e R$ 84,50. O objetivo está em R$ 89,67 e a sugestão de stop está em R$ 79,50 (perdas de 4,03%).

“Para o investidor que conhece os conceitos da análise técnica, recomendamos compra em VALE. VALE3 apresenta bons indicativos de que poderá valorizar nos próximos dias. O papel rompe a região das médias curtas para cima e sinaliza alta no curto prazo. Dessa forma, recomendamos compra com alvo em 89,67”, aponta a analista Luana Nunes.

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Veja o gráfico:

Fonte: Banco Safra

Resultados da Vale

Vale reportou um primeiro trimestre de 2026 abaixo das expectativas — e o resultado deve ter pouco impacto sobre a narrativa ou sobre o preço das ações no curto prazo.

É esse o diagnóstico dos analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, do BTG Pactual, que mantêm a recomendação de outperform (compra) para o papel.

“Depois de uma sequência de desenvolvimentos positivos nos últimos trimestres, esses números parecem menos empolgantes. Ainda assim, não se deve esquecer que foram negativamente impactados por ventos sazonais desfavoráveis — chuvas, menores volumes e menor diluição de custos fixos”, contextualizam os analistas.

O Ebitda totalizou US$ 3,9 bilhões no período — 2% abaixo da estimativa do BTG e 3% abaixo do consenso —, com alta de 21% anual, mas queda de 19% na comparação trimestral.

Metais básicos pesam com ajuste de preços

A principal surpresa negativa veio da divisão Vale Base Metals (VBM), cujo Ebitda de US$ 1,2 bilhão ficou 10% abaixo da projeção do banco.

“O miss foi amplamente causado por um impacto de US$ 142 milhões decorrente de ajustes de preços provisórios sobre contratos abertos de cobre e níquel, refletindo preços futuros mais baixos aplicados às faturas em aberto no fim do trimestre”, explicam Correa, Arazi e Gotardo.

Operacionalmente, contudo, a VBM entregou resultados sólidos. Os embarques de níquel atingiram 45 mil toneladas — 7% acima da estimativa do BTG e alta de 16% anual —, enquanto o cobre totalizou 91 mil toneladas, em linha com as projeções e crescimento de 11% anual.

“O Ebitda de cobre alcançou US$ 949 milhões, alta de 74% anual, apoiado por preços favoráveis do metal e do ouro. No níquel, o turnaround da Vale continua ganhando tração, com Ebitda de US$ 277 milhões, alta de 576% anual”, destacam os analistas.

Sazonalidade pesa, mas fundamentos seguem

No segmento ferroso, o Ebitda de US$ 2,9 bilhões ficou em linha com as estimativas. Os embarques somaram 67,1 milhões de toneladas — em linha —, com pellets surpreendendo positivamente, 5% acima da projeção com receita por tonelada 2% maior.

A geração de caixa livre de US$ 813 milhões representa yield anualizado abaixo de 5%, pressionada por consumo de capital de giro de R$ 863 milhões. A dívida líquida expandida subiu de US$ 15,6 bilhões para US$ 17,8 bilhões, explicada principalmente pela saída de US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

“Vemos a Vale como uma das histórias mais protegidas em nossa cobertura contra a atual inflação de petróleo, dada sua exposição de frete totalmente contratada e seus hedges significativos de óleo”, concluem os analistas — reforçando a tese de compra mesmo após alta de 28% no acumulado do ano, com o papel ainda negociando a 4,8 vezes o EV/Ebitda e dividend yield de 8%.

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