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Vale fica barata demais após queda de 7%, diz BTG

Vale fica barata demais após queda de 7%, diz BTG

Mesmo com o custo caixa do minério em alta, papel negocia a cerca de 4,2 vezes o Ebitda estimado para 2026, bem abaixo das mineradoras australianas

A queda de 7% das ações da Vale (VALE3) no último mês levou o BTG Pactual a refazer as contas — e a conclusão reforçou a tese.

“Mesmo sob premissas de preços à vista, a Vale continua parecendo barata”, escreveram os analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, que mantiveram a recomendação de compra.

Os números do exercício ajudam a entender o otimismo. O papel negocia entre 4,2 e 4,3 vezes a relação entre valor da firma e Ebitda estimado para 2026, desconto de 25% a 30% frente às grandes mineradoras diversificadas da Austrália.

E o caixa acompanha: “estimamos que a companhia ainda pode gerar um retorno em fluxo de caixa livre de cerca de 9%, o que segue atraente”, calculou o trio do BTG — na prática, a geração anual de caixa equivale a quase um décimo do valor de mercado da empresa.

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Custo subiu, tese ficou de pé

O banco não ignora que o cenário piorou nas margens. O custo caixa C1 do minério de ferro — quanto a companhia gasta para produzir cada tonelada — subiu nos últimos meses, combinação de fatores operacionais temporários com a inflação de custos que ronda o setor.

O estrago nas projeções, contudo, foi limitado.

“As revisões em nossas estimativas de lucro permanecem relativamente contidas”, ponderaram Correa, Arazi e Gotardo, já que os preços de minério, cobre e níquel seguem alinhados ao que o banco projetava meses atrás.

O relatório fecha com uma análise de sensibilidade que testa o comportamento da ação sob diferentes combinações de preço do minério, câmbio e custos — um mapa para o investidor calibrar o próprio cenário.

Em todos os caminhos traçados pelo BTG, porém, o ponto de partida é o mesmo: aos preços de hoje, a mineradora vale mais do que a tela mostra.