O Bradesco BBI projeta um Ebitda ajustado de R$ 655 milhões para a Usiminas (USIM5) no segundo trimestre de 2026, alta de 0,3% em relação ao primeiro trimestre e salto de 60,5% na comparação com o segundo trimestre de 2025. Segundo o banco, o resultado reflete um desempenho mais forte da siderurgia, que deve compensar a fraqueza na divisão de mineração.
Na siderurgia, o banco espera que os volumes de aço permaneçam praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior, em 1 milhão de toneladas.
“Os estoques ainda elevados ao longo da cadeia de suprimentos — resultado de importações antecipadas no 1T26 — anulam os efeitos sazonais positivos”, explica o Bradesco BBI.
Aços planos sustentam o resultado
Do lado das receitas, o Bradesco BBI projeta um aumento de 3,5% na realização de preços no mercado interno, à medida que os reajustes anunciados recentemente para produtos de aços planos começam a impactar os resultados.
“O CPV (Custo dos Produtos Vendidos) por tonelada deve subir 2,0%, devido aos preços mais elevados de carvão e placas de aço”, aponta o banco.
Com o mix de preços mais favorável parcialmente compensado pelo aumento de custos, o Bradesco BBI projeta um Ebitda de R$ 618 milhões para a divisão siderúrgica, alta de 14% na comparação trimestral, com margem de 11,4%, 1,0 ponto percentual acima do primeiro trimestre.
Na mineração, a estimativa é de um Ebitda de R$ 50 milhões, recuo de 55% em relação ao primeiro trimestre, refletindo, segundo o banco, um desempenho de custos pior.
Para o consolidado da companhia, o Bradesco BBI projeta receita líquida de R$ 5,797 milhões, queda de 1,3% na comparação trimestral e de 12,5% frente ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda ajustada deve ficar em 11,3%, ante 11,1% no primeiro trimestre e 6,2% um ano antes. Já o lucro líquido esperado é de R$ 276 milhões, recuo de 64,2% em relação ao primeiro trimestre, mas alta de 190,5% na comparação anual.
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