As ações da Vale (VALE3) recuam mais de 4% nesta sessão, após o Morgan Stanley rebaixar sua recomendação para os ADRs da mineradora de compra para neutra e reduzir o preço-alvo de US$ 19,50 para US$ 16,50. O banco justificou a mudança por um cenário mais desafiador para o mercado global de minério de ferro e pela expectativa de deterioração dos fundamentos da companhia.
Segundo os analistas, a Vale deverá enfrentar um ambiente menos favorável nos próximos trimestres, em meio à perspectiva de menor produção global de aço e ao aumento das pressões sobre sua estrutura de custos operacionais.
O Morgan Stanley também revisou suas projeções para o mercado de minério de ferro e passou a prever um aumento significativo do excedente de oferta marítima da commodity. A principal razão para essa mudança é a expectativa de uma retração de 2% na produção de aço da China em relação às estimativas anteriores.
Queda da atividade siderúrgica chinesa pesa
Na avaliação do banco, a desaceleração da atividade siderúrgica chinesa deve reduzir a demanda por minério de ferro, ampliando o desequilíbrio entre oferta e demanda e limitando o potencial de recuperação dos preços da commodity.
Com esse cenário, o Morgan Stanley considera que o potencial de valorização dos ADRs da Vale ficou mais restrito, o que motivou o rebaixamento da recomendação para neutra e a redução do preço-alvo. A revisão negativa repercute no mercado e contribui para a forte queda dos papéis da mineradora nesta sessão.
Recentemente, a Vale informou que Daniel André Stieler renunciara aos cargos de membro e presidente do Conselho de Administração da companhia, com efeitos imediatos. A decisão foi comunicada por meio de carta encaminhada à mineradora.
Em comunicado ao mercado, a Vale agradeceu a atuação de Stieler durante seu período no colegiado, destacando sua contribuição para o fortalecimento da governança corporativa e para a condução de decisões estratégicas da empresa.
Segundo a companhia, Daniel Stieler integrava o Conselho de Administração desde 2021 e ocupava a presidência do órgão desde 2023. A mineradora afirmou que sua liderança foi importante para o aprimoramento dos trabalhos do conselho, para o fortalecimento institucional da empresa e para a consolidação de uma visão de longo prazo voltada à geração sustentável de valor.






