A Usiminas (USIM5) teve um terceiro trimestre de 2026 (3T26) mais fraco do que o mercado esperava, e a Ativa Investimentos não vê alívio imediato. O Ebitda ajustado foi de R$ 558 milhões, 11% abaixo da prévia da corretora e 12% abaixo do consenso Bloomberg.
Para o quarto trimestre, o problema é o coque, que ficou mais caro por causa da seca na Indonésia e não deve se normalizar antes de 2027. A Ativa mantém a recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 9 por ação, potencial de alta de 5%.
Segundo a Ativa, em relatório divulgado nesta quinta-feira (5), a Usiminas deve ter placas com preços estáveis no quarto trimestre do ano, mas o custo do coque mais alto pressiona a margem. O dólar forte agrava o cenário: cerca de 70% dos custos da companhia são atrelados à moeda americana, então o real mais fraco encarece a conta. Por isso, a corretora enxerga risco de baixa para sua projeção de Ebitda no período.
A parte mais construtiva do call, de acordo com a Ativa, fica fora do trimestre. O principal gatilho é a medida antidumping sobre laminados a quente, prevista para dezembro. Há ainda dois ganhos operacionais no radar: o PCI (injeção de carvão pulverizado) do Alto-Forno 3, que já opera em taxa plena e deve reduzir em cerca de 20% o consumo de coque, e o gasômetro, previsto para o primeiro semestre de 2027.
Apesar da fraqueza do trimestre, a Usiminas ainda tem um ano melhor que o anterior. No acumulado dos nove primeiros meses de 2026 (9M26), o Ebitda ajustado soma R$ 1,97 bilhão, alta de 25% sobre o mesmo período de 2025.
Como foi o balanço
O lucro líquido da Usiminas somou R$ 243 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), uma queda de 43% em relação aos R$ 428 milhões registrados no segundo trimestre do ano. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 3,503 bilhões, o resultado representa uma reversão.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 558 milhões no período, recuo de 27% frente aos R$ 761 milhões apurados no 2T26. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, quando o indicador ficou em R$ 434 milhões, houve crescimento de 29%. A margem Ebitda ajustada, porém, caiu para 9%, ante 12% no trimestre anterior, mas ficou acima dos 7% registrados um ano antes.
A receita líquida totalizou R$ 6,202 bilhões, alta de 1% na comparação trimestral, mas queda de 6% em relação ao 3T25, quando alcançou R$ 6,604 bilhões.
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