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Usiminas tem recomendação elevada pelo JP Morgan; ações sobem forte

Usiminas tem recomendação elevada pelo JP Morgan; ações sobem forte

O JP Morgan elevou a recomendação para as ações da Usiminas após revisar suas perspectivas para o mercado brasileiro de aço plano

O JP Morgan elevou a recomendação para as ações da Usiminas (USIM5) após revisar suas perspectivas para o mercado brasileiro de aço plano. Segundo o banco, a companhia começa a apresentar sinais de uma inflexão positiva nos resultados, sustentada pela redução das importações, avanço das medidas antidumping e recuperação gradual dos preços domésticos do aço. As ações da companhia sobem mais de 3%, a R$ 9,08.

No relatório, os analistas destacam que a siderúrgica já implementou reajustes de aproximadamente 4% no primeiro trimestre de 2026, além de novos aumentos anunciados em abril. Para o JP Morgan, o ambiente mais protegido para o setor no Brasil tende a favorecer a recomposição de margens e ampliar a geração de caixa da companhia nos próximos anos.

A instituição projeta Ebitda de R$ 3,1 bilhões para 2026 e de R$ 3,7 bilhões para 2027, refletindo, segundo o relatório, uma forte alavancagem operacional diante da melhora do cenário para o aço plano. O banco também apontou um possível ganho adicional relacionado ao uso retroativo de juros sobre capital próprio (JCP), estimado em até R$ 1,3 bilhão.

Valorização acumulada

Mesmo após a valorização acumulada das ações ao longo de 2026, o JP Morgan avalia que os papéis da Usiminas ainda negociam em níveis atrativos. O banco ressalta que a companhia reúne fatores como forte geração de caixa, potencial de expansão de margens e possíveis gatilhos adicionais ligados ao ambiente regulatório e tributário do setor siderúrgico.

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Em abril, a Usiminas registrou lucro líquido de R$ 896 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa um avanço de 166% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do forte crescimento no lucro, os indicadores operacionais da siderúrgica mostraram desaceleração na comparação anual. O Ebitda ajustado consolidado alcançou R$ 653 milhões entre janeiro e março, queda de 11% frente ao primeiro trimestre de 2025.

A receita líquida da companhia também apresentou retração no período, somando R$ 5,871 bilhões, recuo de 14% na base anual.

No segmento operacional, as vendas de aço totalizaram 1,007 milhão de toneladas no trimestre, volume 8% inferior ao registrado um ano antes. Já as vendas de minério de ferro atingiram 1,946 milhão de toneladas, representando queda de 12% na mesma comparação.