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SpaceX: 5 motivos para comprar as ações, segundo o BTG

SpaceX: 5 motivos para comprar as ações, segundo o BTG

Banco inicia cobertura da empresa com compra e preço-alvo de US$ 225, implicando upside de 40%, com modelo prevendo receita de US$ 1 tri

O BTG Pactual iniciou cobertura das ações da SpaceX (SPCX; SPCX34) com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 225, implicando upside de 40%. O banco modela receita de US$ 1 trilhão até 2031, sustentada por Starlink, computação em nuvem espacial e pelo domínio absoluto da companhia no acesso à órbita terrestre.

“Toda tese que escrevemos se reduz a duas perguntas: quão grande é o prêmio e quão defensável é a posição da empresa. A SpaceX é o caso raro em que ambas as respostas estão no limite absoluto do que é possível”, afirmaram os analistas do BTG Pactual.

O mercado endereçável é, literalmente, todo o espaço, e a capacidade da empresa de colocar massa em órbita a uma fração do custo dos concorrentes cria uma vantagem competitiva sem paralelo.

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Os principais pontos da tese de investimento são:

1. Monopólio tecnológico na única estrada para a órbita

A SpaceX lançou mais de 80% da massa mundial enviada à órbita nos últimos anos. “A reusabilidade não é um marco binário, mas uma curva de aprendizado composta”, disseram os analistas. Em 2019, quatro anos após o primeiro pouso de foguete, a empresa fez 13 missões. Em 2025, foram 165 voos. Mesmo que um concorrente desenvolvesse um foguete reutilizável hoje, estaria pelo menos uma década atrás na curva de aprendizado.

O negócio de conectividade já é altamente tangível. A constelação tem cerca de 10 mil satélites em órbita, equivalente a 75% de todos os satélites ativos no mundo. O BTG projeta Starlink chegando a 135 milhões de assinantes de banda larga e 832 milhões de assinantes móveis até 2031, com ARPUs de US$ 35 e US$ 16, respectivamente.

3. Computação espacial: a próxima camada de monetização

“A inteligência artificial é uma camada de monetização mais recente, mas potencialmente muito maior”, apontaram os analistas do BTG. O banco modela 62 gigawatts de capacidade computacional instalada em 2031, monetizados a US$ 11 por watt, como um dos principais vetores de crescimento de longo prazo da companhia.

4. Starship reescreve o que vale a pena enviar ao espaço

Com o Starship mirando redução de custo de cerca de 99% em relação aos concorrentes, a missão da SpaceX tem consequências mensuráveis. “Uma empresa cuja razão de existir é uma missão tão ambiciosa nunca para de reinvestir, e é por isso que o custo para a órbita continua caindo muito depois de qualquer concorrente ter declarado vitória”, destacaram os analistas.

5. Valuation e projeção de receita

O preço-alvo de US$ 225 foi derivado por fluxo de caixa descontado.

“Modelamos a SpaceX alcançando US$ 1 trilhão de receita até 2031, com os principais vetores sendo capacidade computacional instalada e o crescimento de assinantes do Starlink”, concluíram os analistas do BTG Pactual.

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