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Santander tomba quase 5% após balanço; BTG fala em trimestre fraco

Santander tomba quase 5% após balanço; BTG fala em trimestre fraco

Essa forte queda se dá após a publicação do balanço financeiro da companhia, que o BTG Pactual avaliou como “fraco”

As ações do banco Santander (SANB11) recuam 4,91% no começo da tarde desta quarta-feira (28), sendo negociadas a aproximadamente R$ 24. Essa forte queda se dá após a publicação do balanço financeiro da companhia, que o BTG Pactual (BPAC11) avaliou como “fraco”. A recomendação para os papéis SANB11 é neutra.

Segundo o banco de investimentos, os dados referentes ao terceiro trimestre (3T26) do Santander ficaram 14% abaixo de suas estimativas e 7% abaixo do consenso de mercado.

“O Santander já apresentava crescimento inferior ao do sistema financeiro, e a continuidade da migração para produtos de menor risco e spreads mais baixos, combinada a um ambiente menos favorável para receitas relacionadas ao mercado, continuou pressionando as receitas”, diz trecho do relatório.

Para o BTG, as dificuldades ainda vão além. O retrato atual já é considerado fraco fraco, e as perspectivas não estão se tornando mais favoráveis: uma taxa Selic elevada por mais tempo e os riscos de desaceleração do crescimento econômico provavelmente tornarão a recuperação dos lucros ainda mais desafiadora, conforme avalia o banco de investimentos.

Crescimento moderado da carteira

O relatório aponta ainda que a carteira de crédito expandida atingiu R$ 721 bilhões no 3T26, com alta de apenas 0,9% na comparação trimestral e de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, ligeiramente abaixo da estimativa BTG.

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“O crescimento ficou concentrado nas grandes empresas, cuja carteira avançou 4,3% no trimestre, especialmente em operações de comércio exterior, capital de giro e garantias. As pequenas e médias empresas (PMEs), por sua vez, cresceram 0,7%”, diz outro trecho do relatório.

A carteira de pessoas físicas recuou mais 0,6% no trimestre e 0,9% em 12 meses, refletindo a continuidade da redução da exposição do Santander a produtos voltados à população de menor renda.

Os empréstimos consignados caíram 2,7% na comparação trimestral e 14% em 12 meses, enquanto o crédito pessoal recuou 3% no trimestre e 12% em um ano. A carteira de financiamento ao consumo diminuiu 3,6% no trimestre, após a venda de aproximadamente R$ 5 bilhões em empréstimos.

Inadimplência

Com relação à inadimplência, o resultado gerencial líquido com perdas de crédito atingiu R$ 7,46 bilhões, queda de 2,5% na comparação trimestral, mas alta de 13% em 12 meses. O valor ficou 2,5% acima da estimativa do BTG.

As recuperações cresceram 24% no trimestre, para R$ 752 milhões, parcialmente em razão da venda de uma carteira de grandes empresas anteriormente baixada como prejuízo.

“A administração indicou que as provisões específicas para operações de atacado, as recuperações associadas à venda dessa carteira baixada e as reversões de provisões relacionadas à venda da carteira de financiamento ao consumo representaram, em conjunto, aproximadamente R$ 500 milhões no trimestre”, diz outro trecho do relatório.

A formação de inadimplência atingiu R$ 7,2 bilhões, alta de 2,6% no trimestre e de 4,2% em 12 meses. Como proporção da carteira, o indicador permaneceu praticamente estável, em 1,01%.

A carteira renegociada diminuiu 2,3% no trimestre, para R$ 46,7 bilhões, enquanto o índice de cobertura melhorou ligeiramente, de 43,3% para 43,7%.

O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias caiu aproximadamente 15 pontos-base no trimestre, para 3,18%, com melhora em diferentes segmentos, especialmente entre as pequenas e médias empresas (PMEs).

Entretanto, o índice de inadimplência acima de 90 dias aumentou 13 pontos-base na comparação trimestral, para 3,42%, ficando aproximadamente 60 pontos-base acima do nível de um ano antes.

“A deterioração ficou concentrada na carteira de pessoas físicas, na qual o índice de atrasos superiores a 90 dias aumentou aproximadamente 40 pontos-base no trimestre e 130 pontos-base em 12 meses, para 5,5%. O movimento reflete a pressão persistente sobre clientes de menor renda e o agronegócio”, completa outro trecho.

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