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Custos pesam no balanço da Klabin (KLBN11), e units caem mais de 4%

Custos pesam no balanço da Klabin (KLBN11), e units caem mais de 4%

XP vê viés levemente negativo no 3T26; BTG mantém recomendação neutra e alvo de R$ 23, com custos e endividamento entre os pontos de atenção

O aumento dos custos e o avanço limitado na redução da dívida concentraram as ressalvas da XP Investimentos e do BTG Pactual ao balanço da Klabin (KLBN11) no 3T26. Às 11h07 desta quarta-feira (28), as units caíam 4,39%, a R$ 17,86.

A queda superava a do Ibovespa, que recuava 2,10%, aos 172.012,94 pontos, às 11h08.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,86 bilhão, queda de 5% sobre o segundo trimestre e de 12% na comparação anual. O resultado ficou 3% abaixo da estimativa da XP, enquanto o BTG considerou os números em linha com suas projeções.

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Preparação para o El Niño eleva gastos

O custo caixa consolidado, incluindo manutenção, atingiu R$ 3.483 por tonelada, alta trimestral de 9%. Segundo o BTG, a preparação para possíveis impactos do El Niño acrescentou R$ 111 por tonelada aos custos, enquanto pressões geopolíticas adicionaram outros R$ 66.

A XP destacou a formação de estoques de madeira antes dos potenciais efeitos do fenômeno climático. A casa alertou que o custo caixa por tonelada nos nove primeiros meses ficou ligeiramente acima do teto da projeção anual da companhia.

“No geral, vemos os resultados com um viés ligeiramente negativo, principalmente devido ao aumento sequencial dos custos caixa (embora parcialmente conjuntural) e ao progresso limitado na desalavancagem, com as atenções voltadas para a evolução desses indicadores, especialmente diante de um ambiente doméstico potencialmente mais fraco”, afirmaram Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, da XP.

A Klabin manteve sua projeção anual de custos. Para o BTG, isso pressupõe uma melhora significativa no quarto trimestre.

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Dívida limita otimismo, apesar do avanço nas vendas

A dívida líquida encerrou setembro perto de R$ 24 bilhões. A XP apontou que a alavancagem em dólares passou de 3,2 vezes para 3,3 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda.

Entre os destaques positivos, a XP citou o papel-cartão, cujas vendas atingiram 231 mil toneladas, alta trimestral de 8%, apoiadas pela ampliação da produção da máquina MP28 e pelas exportações.

O BTG também vê possível suporte do dólar mais forte e da redução planejada dos investimentos, de R$ 3,3 bilhões em 2026 para R$ 2,8 bilhões em 2027. Ainda assim, considera insuficientes os estímulos de curto prazo para adotar uma visão mais favorável.

“Precisaríamos ver uma geração de caixa mais forte e sustentada e evidências mais claras de normalização dos custos para adotar uma visão mais positiva. Com poucos catalisadores no curto prazo, mantemos nossa recomendação neutra”, escreveram Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, do BTG.

O preço-alvo do banco é de R$ 23 por unit para os próximos 12 meses.