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Prio (PRIO3): produção cai 5,5% em agosto; XP vê dado negativo

Prio (PRIO3): produção cai 5,5% em agosto; XP vê dado negativo

Albacora Leste e Peregrino puxam retração; ações caem mais de 4% e XP avalia resultado como negativo

A produção de petróleo da Prio (PRIO3) atingiu uma média de 179,9 mil barris por dia em agosto, queda de 5,5% em relação a julho. O volume ficou 1,8 mil barris diários abaixo dos 181,7 mil projetados pela XP Investimentos.

Na bolsa, as ações da companhia também operavam em queda. Por volta das 17h05 desta quinta-feira (3), PRIO3 recuava 4,52%, negociada a R$ 61,50, segundo o Google Finance.

A XP classificou os números como negativos, embora considere que a redução mensal tenha sido provocada principalmente por interrupções temporárias e não represente uma piora persistente da produção.

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Albacora Leste e Peregrino puxam queda

A Prio produziu 10,4 mil barris diários a menos do que no mês anterior. Albacora Leste e Peregrino responderam, juntos, por 10,2 mil barris dessa redução, conforme o relatório publicado pela XP.

Em Albacora Leste, a produção diminuiu 5,7 mil barris por dia após uma parada parcial programada. O campo de Peregrino registrou redução de 4,5 mil barris diários, afetado pela interrupção do poço C-16 devido a uma falha na bomba centrífuga submersa. Os reparos foram concluídos no fim de agosto.

A perda em Peregrino foi parcialmente compensada pelo início da produção do poço A-13, também chamado de Isolado, em 10 de agosto. O ativo começou a operar com 6 mil barris por dia, considerando 100% do campo, ou aproximadamente 4,8 mil barris líquidos para a PRIO.

No Cluster Bravo, formado por Polvo e Tubarão Martelo, a produção recuou 800 barris por dia. O poço OGX-44HP ficou temporariamente interrompido para reparos na linha de escoamento.

O Cluster Valente, que reúne Frade e Wahoo, foi o único ativo a apresentar crescimento no mês, com acréscimo de 600 barris diários.

As vendas de petróleo totalizaram 5,38 milhões de barris em agosto, queda de 15,2% na comparação mensal. O volume ficou abaixo da produção do período, estimada em aproximadamente 5,58 milhões de barris.

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XP espera recuperação da Prio

Embora considere o resultado negativo e inferior à sua estimativa, a XP avalia que as ocorrências responsáveis pela queda foram pontuais. A corretora espera uma recuperação dos volumes após a conclusão dos reparos e a normalização dos ativos.

“Não acreditamos que a redução da produção neste mês seja indicativa de uma produção mais fraca à frente”, afirmaram Regis Cardoso e Enzo Sozzi, analistas da XP.

A avaliação da corretora é que os volumes devem se recuperar, apoiados pelo retorno do poço C-16, pela normalização do Cluster Bravo e pela contribuição do novo poço de Peregrino.