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Rumo parece ter superado o pior no quarto trimestre do ano

Rumo parece ter superado o pior no quarto trimestre do ano

Com múltiplo considerado atrativo, de 6,5 vezes EV/EBITDA projetado para 2026, a recomendação permanece de compra

Avaliação do BTG Pactual (BPAC11) indica que a Rumo (RAIL3) atravessou, no quarto trimestre, o momento mais delicado de um ciclo de transição marcado por revisão da estratégia de preços e re-priorização de investimentos. Embora os números tenham vindo mistos e levemente pressionados em margens, o banco entende que a maior parte das fragilidades operacionais já está precificada nas ações. Com múltiplo considerado atrativo, de 6,5 vezes EV/EBITDA projetado para 2026, a recomendação permanece de compra.

Segundo o relatório, o mercado mudou o foco após a divulgação de volumes fortes em dezembro e passou a concentrar atenção na dinâmica de preços — justamente o fator que havia penalizado os papéis no terceiro trimestre. Ainda assim, a queda de 13% ano contra ano nos yields da operação Norte foi vista como ligeiramente melhor do que o esperado, dado que as expectativas já estavam bastante deprimidas. O BTG pondera, contudo, que a discussão sobre preços não está encerrada, especialmente porque a companhia não apresentou guidance para 2026.

No quarto trimestre, a receita líquida somou R$ 3,4 bilhões, recuo de 3% na comparação anual, mas 5% acima das estimativas do banco. O EBITDA reportado foi de R$ 1,6 bilhão, impactado por R$ 228 milhões em itens não caixa, principalmente provisões relacionadas à Malha Sul. Ajustado, o EBITDA alcançou R$ 1,7 bilhão, 7% abaixo do esperado, com margem de 51%. O lucro líquido ajustado ficou em R$ 310 milhões.

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Volumes positivos

Os volumes surpreenderam positivamente para um quarto trimestre. Na operação Norte, houve crescimento de 14%, para 18,5 bilhões de TKUs, impulsionado por cargas agrícolas e industriais. No Sul, o avanço foi de 25%, refletindo normalização após enchentes em 2024, embora com queda de 8% nas tarifas.

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O capex totalizou R$ 1,5 bilhão no trimestre, em linha com o trimestre anterior, e a alavancagem permaneceu estável em 1,9 vez dívida líquida/EBITDA. Para o BTG, o quarto trimestre pode ter representado “a milha mais difícil” da travessia estratégica da Rumo, abrindo espaço para uma empresa mais disciplinada e competitiva nos próximos anos.