SAÍDA FISCAL DO BRASIL: VALE A PENA?
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Dados prévios mostram quem Rumo ainda não entrou nos trilhos

Dados prévios mostram quem Rumo ainda não entrou nos trilhos

Os dados ficaram ligeiramente abaixo do consenso em EBITDA (indicador para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização)

A Rumo (RAIL3) parece ainda não ter entrado nos trilhos. É o que conclui relatório do Bradesco BBI sobre os dados prévios da companhia de transporte logístico. Os dados ficaram ligeiramente abaixo do consenso em EBITDA (indicador para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro, com o comportamento da rentabilidade sendo o principal ponto de atenção no quarto trimestre do ano (4TRI25). Isto ocorre principalmente na Operação Norte, onde é projetada queda anual de 10%.

De acordo com o relatório, no fechamento do total do ano passado, volume anual de 84 bilhões de RTK ficou no centro da faixa de guidance (R$ 82 bilhões a R$ 86 bi), enquanto é estimado um EBITDA ajustado de R$ 8,0 bilhões, marginalmente abaixo do intervalo da

companhia (R$ 8,1-8,7 bi) e para a conferência de resultados, a casa de análise acredita que as projeções para 2026 referentes a rentabilidade, EBITDA, capex (investimentos) e geração de caixa serão temas centrais.

“Para 2026, projetamos queda nominal anual de 4,4% na rentabilidade agrícola da Operação Norte, com recuo mais intenso no 1S26 (queda anual de 8%) e estabilização no segundo semestre de 2026 (queda anual de 1%). Mantemos recomendação de compra e ajustamos o preço-alvo para final de 2026 de R$ 21 para R$ 20, após refinamentos no modelo e atualização de premissas macro”, completou a companhia.

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Rumo: o que esperar do balanço do 4TRI25

A Rumo divulgará seus resultados do último trimestre do ano passado em 26 de fevereiro, após o fechamento do mercado, e a expectativa é de uma performance marcada pelo forte crescimento de volumes, mas com pressão sobre preços.

“Projetamos uma receita líquida de R$ 3,6 bilhões (aumento anual de 3%), EBITDA ajustado de R$ 1,8 bilhão (aumento anual de 8%) e lucro líquido de R$ 369 milhões (aumento anual de 79%). Os volumes já previamente reportados pela companhia avançaram15% em base anual, impulsionados por bases fracas de comparação nas exportações de milho no 4TRI24, pela sazonalidade atípica da soja no segundo semestre de 2025 e pelo crescimento anual de 13% em produtos industriais”, diz parte do relatório.

Por outro lado, o ambiente de preços mais fraco deve limitar o avanço da receita, com estimativa de queda anual de 10% na rentabilidade (yield) da Operação Norte para produtos agrícolas. A expansão do EBITDA deve refletir novamente o melhor controle de custos observado ao longo do ano passado.

O yield ferroviário, ou rentabilidade, corresponde ao preço médio por unidade transportada, calculado pela divisão da receita líquida pelo volume movimentado em RTKs (tonelada por quilômetro). É o principal indicador de precificação da operação captura mudanças no mix, renegociações comerciais e condições de mercado.

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