Um levantamento do Bank of America (BofA) indica que os resultados das empresas listadas em bolsa no segundo trimestre de 2023 devem vir fracos.
A pesquisa do banco de investimentos aponta que a safra de balanços, nesse período, manterá o mesmo viés do primeiro trimestre, cujos relatórios financeiros foram “magros”.
O panorama é reflexo de um cenário econômico pressionado, e 65% dos gestores entrevistados consideram que boa parte dos desempenhos fracos já está embutido.
A EQI Research também vê resultados mais fracos no 2TRI23, especificamente no varejo.
Já os analistas de ações do BTG Pactual (BPAC11), Luis Mollo e Vitor Mello, têm um olhar mais à frente. Eles acompanham a possibilidade de a Selic começar a cair, em agosto, e explicam quais são os segmentos da Bolsa que mais devem sentir os efeitos.
Segundo eles, bens de capital, transportes, serviços básicos e construção civil estão entre as áreas mais beneficiadas. É possível que o bom animo do mercado para os meses à frente reflita no trimestre presente e, assim, aditive algumas as ações que já estão em rota de correção.
A prévia operacional de algumas construtoras, por exemplo, já deu o tom do que está por vir.
Para o banco de investimentos, o interesse dos estrangeiros pelo Brasil aumentou e, em outro apontamento, destaca que as varejistas seguem sem fundamento no curto prazo.
Vale lembrar, ainda, que na última semana o BTG recomendou compra para a Cyrela, que atua em construção, e também para a WEG, de bens industriais.
Resultados do 2TRI23
Em outro relatório ao mercado, o BofA se diz otimista para os dados que serão apresentados pelos shoppings, cujas ações estariam atrasadas no “rali das taxas”.
Conforme os analistas Carlos Peyrelongue e Aline Caldeira, que assinam o documento, o setor apresentou desempenho nas cotações em linha com o Ibovespa desde março, destoando de desempenho histórico em ciclos de flexibilização monetária.
“Gostamos do setor à luz de valuations atraentes e argumentos limitados para mudanças nos spreads entre os nomes”.
O bancão aposta na Aliansce Sonae (ALSO3) e até elevou o preço-alvo da Aliansce Sonae R$ 29 para R$ 30. O banco ainda reforçou as recomendações de compra de Multiplan (MULT3) (preço-alvo de R$33/ação) e Iguatemi (IGTA3) (preço-alvo de R$31 por Unit), mais focadas em clientes e maior renda.
Também estima receita líquida de R$ 466 milhões para Multiplan, de R$ 272 milhões para Iguatemi e de R$ 618 milhões para Aliansce Sonae.
Segundo o BofA, os shoppings devem ter um trimestre de crescimento normal dos aluguéis, com expansão nas vendas no trimestre entre 5% e 6% na base anual em todos os portfólios, além de alta no custo de ocupação, que deve se normalizar no ano que vem, em meio à deflação, que limita os aluguéis.
Cotação
Confira a cotação de cada um dos ativos elencados neste artigo:
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