A Randoncorp (RAPT4) e a Fras-Le (FRAS3) divulgaram seus dados de receita referentes a março de 2026, mostrando melhora expressiva em relação a fevereiro e retorno a crescimento modesto na comparação anual.
Para o BTG Pactual, os números confirmam uma tendência de recuperação sequencial, embora ainda sem sinais claros de aceleração cíclica mais ampla.
A Randoncorp registrou receita líquida de R$ 1,1 bilhão no mês, com alta de 4% na comparação anual e de 15% em relação a fevereiro. Excluindo a Fras-Le, as receitas somaram R$ 670 milhões, com crescimento de 4% anual e 14% mensal.
“Os dados de março reforçam uma tendência de recuperação sequencial mais consistente, com ambas as empresas retornando a crescimento modesto na comparação anual após um início de ano mais fraco”, avalia o relatório.

Fras-Le se destaca com Dacomsa e Nakata
A Fras-Le apresentou receita líquida de R$ 479 milhões em março, avanço de 5% na comparação anual e de 17% em relação ao mês anterior. No Brasil, o desempenho foi puxado pela Nakata, que avança na curva de aprendizado e nos ajustes do processo 4Mobility. No mercado internacional, a Dacomsa se destacou em freios, beneficiada por melhor competitividade do portfólio e reposicionamento comercial.
Contudo, o BTG pondera. “Parte da recuperação ainda reflete normalização após disruptions anteriores, e não uma forte aceleração da demanda”, destaca o relatório — sinalizando que o movimento positivo tem limites estruturais no curto prazo.
Acumulado do ano ainda negativo
Apesar da melhora de março, o quadro no acumulado do ano segue desafiador. A Randoncorp registra queda de 4% nas receitas nos primeiros três meses de 2026, enquanto a Fras-Le recua 6% no mesmo período.
“Os números negativos no acumulado destacam que a recuperação permanece gradual e que os ventos contrários operacionais e de demanda anteriores não ficaram totalmente para trás”, ressalta o relatório.
Na Randoncorp, os segmentos de implementos rodoviários e autopeças seguem em condições relativamente fracas.
“A retomada fora da Fras-Le é encorajadora, embora as condições subjacentes nos segmentos-chave permaneçam relativamente fracas“, avalia o BTG, que conclui apontando “estabilização em curso, com momentum melhorando na margem, mas ainda sem sinais mais claros de uma virada cíclica mais ampla”.
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