As ações do BTG Pactual (BPAC11) estão mais bem posicionadas para surfar em um cenário de “bull market” nas ações brasileiras em 2026, aponta um relatório do banco Santander distribuído a clientes e assinado pelos analistas Henrique Navarro, Anahy Rios e Lorenzo Giglioli.
Segundo eles, o BTG oferece o maior potencial de valorização no curto prazo, pois acreditam que esteja mais bem posicionado para capturar uma recuperação inicial do mercado – particularmente por meio de uma retomada da atividade de Investment Banking (IB).
“Em um cenário otimista, caso a receita de IB (especialmente ECM) retorne ao pico de 2021, equivalente a 17% da receita total (v s, 7% atualmente), estimamos que o lucro líquido de 2026 do BTG poderia aumentar em aprox . R$ 2,0 bilhões, ou cerca de 11%”, notam os analistas.
(Imagem: Divulgação/B3)
Além do BTG
O Santander também ressalta que a XP (XPBR31) e a B3 (B3SA3) também possuem característica que as favorecem em um momento positivo aos mercados.
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“Esperamos que os três superem o desempenho do mercado em um rali sustentado de ações, embora seus catalisadores se diferenciem em termos de horizonte temporal”, ponderam Navarro, Rios e Giglioli.
A XP apresenta o maior potencial de longo prazo, especialmente se a Selic eventualmente cair abaixo de 12%, o que poderia destravar uma nova onda de maior tomada de risco por parte do varejo e migração de AUC.
“Nessas condições, vemos um risco de alta de aproximadamente 17% para o preço -alvo da XP, impulsionado por maiores volumes de negociação e por um melhor mix de receitas, dado que ações geram um take rate cerca de 20 pontos-base superior ao da renda fixa”, denotam.
Já a B3 B combina exposição à recuperação do volume de trading com vetores estruturais positivos, apresentando, contudo, um beta mais moderado em relação a BTG e XP .
“Um aumento de 30% em nossa estimativa atual de ADTV de ações à vista para 2026E – de R$ 26 bilhões para R$ 34 bilhões – elevaria nossa estimativa de lucro líquido de 2026 em 6% , ou aprox. R$ 340 milhões”, concluem.