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Produção da Aura Minerals desagrada BTG

Produção da Aura Minerals desagrada BTG

Em sua prévia operacional, a companhia reportou produção total atingiu 75 mil onças de mineração de ouro

A produção da Aura Minerals (AURA33) desagradou o banco BTG Pactual (BPAC11). Na avaliação do banco, o mercado já esperava um resultado operacional mais fraco, refletindo a sazonalidade desfavorável — com menores teores de minério em algumas operações — e os desafios já conhecidos na mina de Mineração Serra Grande (MSG).

“A principal discussão agora passa a ser a capacidade da companhia de cumprir seu guidance anual de produção, entre 340 mil e 390 mil onças (de produção de ouro). Com 157 mil onças produzidas no primeiro semestre, a Aura precisará elevar sua produção em mais de 15% na segunda metade do ano para atingir o piso da projeção”, avaliou o BTG.

Em sua prévia operacional, a companhia reportou produção total atingiu 75 mil onças (-8% na comparação trimestral) de mineração de ouro, enquanto as vendas somaram 77 mil onças, em linha com a estimativa do BTG, mantendo a projeção de Ebitda para o trimestre em aproximadamente US$ 200 milhões.

Produção mais concentrada no segundo semestre

Apesar dos desafios, o BTG considera esse objetivo alcançável. Segundo o banco, a administração tem indicado de forma consistente que a produção será mais concentrada no segundo semestre, sustentada por maiores teores nas minas de Apoena e Aranzazu.

Além disso, Borborema deve se beneficiar da instalação de novos filtros, enquanto a operação de MSG tende a apresentar melhora gradual à medida que o processo de reestruturação avança.

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Ainda assim, o banco acredita que o mercado deverá passar a precificar uma produção mais próxima da faixa inferior a intermediária do guidance, em vez da parte superior da projeção.

Embora a recente queda das ações já reflita parte dessas preocupações — agravadas pela correção recente do preço do ouro —, o BTG não descarta que os papéis permaneçam pressionados nas próximas semanas até que os investidores ganhem maior confiança na execução operacional do segundo semestre.

“Na visão dos analistas, trata-se de um contratempo de curto prazo, e não de uma mudança na tese de crescimento de longo prazo da companhia”, diz o BTG.

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