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Localiza: Safra prevê alta no lucro do segundo trimestre

Localiza: Safra prevê alta no lucro do segundo trimestre

A instituição estima lucro de R$ 949 milhões no período, embora espere uma queda de 9,5% em relação ao primeiro trimestre

O Banco Safra projeta que a Localiza (RENT3) apresentará crescimento de 23,5% no lucro líquido ajustado do segundo trimestre de 2026 na comparação anual, sustentado principalmente pela resiliência do segmento de aluguel de veículos. A instituição estima lucro de R$ 949 milhões no período, embora espere uma queda de 9,5% em relação ao primeiro trimestre, refletindo fatores sazonais e custos mais elevados.

Na avaliação dos analistas, o desempenho da divisão de Rent-A-Car (RAC) continuará sendo o principal motor dos resultados da companhia. O Safra projeta que a diária média de aluguel avance para R$ 158, acima da inflação, evidenciando a manutenção do forte poder de precificação da empresa.

Locação sustenta

Apesar da expectativa de crescimento modesto no volume de locações em relação ao mesmo período do ano passado, o banco estima uma retração de 4,3% frente ao primeiro trimestre, para cerca de 18,5 mil diárias, movimento atribuído à sazonalidade típica do início do ano.

Além disso, a Localiza deve acelerar a compra de veículos para recompor a disponibilidade da frota. Como consequência, a taxa de utilização tende a cair na comparação trimestral, reduzindo a eficiência operacional e levando a uma leve contração da margem Ebitda do segmento RAC para 66,4%.

No segmento de gestão de frotas, o Safra também espera crescimento limitado dos volumes, de apenas 0,2% na comparação anual. Por outro lado, as diárias devem registrar alta de 6,8% em relação ao segundo trimestre de 2025, impulsionadas por uma política de preços considerada saudável. Segundo o banco, novos contratos deverão compensar apenas parcialmente a redução de contratos voltados para veículos de uso severo.

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Seminovos

Na operação de venda de seminovos, o banco projeta comercialização de aproximadamente 90 mil veículos no segundo trimestre, abaixo das cerca de 95 mil unidades vendidas no trimestre anterior.

Ainda assim, a receita deve apresentar queda menos intensa, favorecida pelo aumento da participação dos SUVs no mix de vendas, veículos com preços médios mais elevados. Em contrapartida, essa mudança tende a pressionar a rentabilidade, já que SUVs normalmente apresentam margens brutas inferiores às dos modelos de entrada.

O Safra estima que a margem Ebitda da divisão de seminovos recue para cerca de 2%. Também são esperadas maiores despesas com vendas, gerais e administrativas, em função do reforço das campanhas de marketing voltadas para acelerar o giro dos estoques.

Outro ponto destacado no relatório é a continuidade da elevação das despesas com depreciação, impulsionada pelo aumento do custo de aquisição dos veículos e pela política conservadora da companhia na definição dos valores residuais da frota.

Embora parte do mercado demonstre preocupação com a desaceleração dos preços da tabela Fipe, a maior presença de montadoras chinesas e o aumento da competição entre fabricantes, o Safra avalia que ainda não há sinais de deterioração relevante nas premissas de depreciação adotadas pela Localiza.

Para o segundo trimestre de 2026, o banco projeta Ebitda ajustado de R$ 3,66 bilhões, alta de 11,3% na comparação anual, e Ebit ajustado de R$ 2,27 bilhões, avanço de 12,1%. Apesar da evolução operacional em relação ao mesmo período de 2025, a expectativa é de um desempenho mais fraco frente ao primeiro trimestre, influenciado pela menor utilização da frota no RAC, margens mais pressionadas em seminovos, aumento da depreciação e despesas financeiras ainda elevadas.

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