No âmbito da privatização da Eletrobras (ELET3; ELET6), o governo exclui do programa as ações que ainda possui no capital social da companhia. Com isso, a administração federal sinaliza que não pretende se desfazer de mais participação na composição acionária da companhia.
Com o processo de desestatização da empresa, a União passou a deter atualmente 43% de participação na companhia. O governo publicou na manhã desta quinta-feira (17) decreto presidencial revogando a qualificação das participações acionárias do governo no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e sua exclusão do Programa Nacional de Desestatização (PED).
Privatização da Eletrobras (ELET3; ELET6): privatização ocorreu no ano passado
Privatizada no ano passado, durante o governo Jair Bolsonaro, a Eletrobras se viu em apuros ao longo desta semana. Logo após a divulgação de seus resultados financeiros do segundo trimestre, o então presidente Wilson Ferreira Júnior pediu demissão sem maiores explicações, alegando apenas razões pessoais. Logo em seguida, ocorreu um apagão que levou à falta de energia 19 estados do país e o governo federal.
Atualmente, o governo possui uma participação de 10% dos votos em assembleia de acionistas da companhia. Sendo uma empresa considerada estratégica, a companhia tem 23% de participação na capacidade instalada de geração nacional.
A empresa elétrica acabou levando críticas pelo apagão e a privatização da Eletrobras (ELET3; ELET6) acabou por ser citada no caos ocorrido durante a apuração das causas do apagão.






