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PicPay tomba forte mesmo após resultados acima do esperado

PicPay tomba forte mesmo após resultados acima do esperado

Relatório do banco BTG Pactual avaliou que as despesas com provisão para perdas de crédito somaram R$ 974 milhões,

As ações do PicPay (PICS) tombam mais de 16% nesta quarta-feira (3) um dia após a empresa reportar dados financeiros acima do esperado no primeiro trimestre do ano.

A chave para esta queda pode estar no aumento da inadimplência. Relatório do banco BTG Pactual (BPAC11) avaliou que as despesas com provisão para perdas de crédito somaram R$ 974 milhões, 4% acima da estimativa do banco de investimentos, devido ao maior crescimento da carteira.

O relatório mostrou ainda que o índice de inadimplência acima de 90 dias alcançou 8,9%, avanço de 169 pontos-base frente ao trimestre anterior. A cobertura caiu 26 pontos percentuais na comparação trimestral, para 156%, ficando 10 pontos percentuais abaixo da projeção.

Atrasos avançam para 8,4%

Os atrasos iniciais também avançaram 80 pontos-base, para 8,4%, pressionados principalmente por fatores sazonais. A formação de inadimplência acima de 90 dias subiu 60 pontos-base, para 3,9%, acima das expectativas.

“Ainda assim, é importante destacar que o índice de inadimplência do PicPay continua sujeito a um efeito mecânico que tende a mantê-lo pressionado, especialmente enquanto a carteira cresce rapidamente e passa por mudanças em sua composição e prazo médio”, diz parte do relatório.

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E relatou ainda que a administração indicou que os índices de inadimplência devem continuar crescendo antes de se estabilizarem em níveis próximos aos dois dígitos baixos até o final do ano. Para o BTG o patamar de inadimplência pode chegar a até 10,5%.

Como foi o balanço

O PicPay começou o ano acelerando o ritmo de crescimento e entregou resultados acima das próprias projeções. A fintech registrou lucro líquido ajustado de R$ 169,4 milhões no primeiro trimestre, avanço de 92% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O resultado ficou acima do guidance divulgado pela companhia, que previa lucro de R$ 155 milhões para o período. A receita líquida também superou as expectativas e alcançou R$ 3,512 bilhões, crescimento de 70% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A projeção anterior da empresa apontava para uma receita de R$ 3,150 bilhões.

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