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PicPay bate guidance em todas as linhas no 1º trimestre

PicPay bate guidance em todas as linhas no 1º trimestre

Lucro ajustado de R$ 169 milhões superou estimativas em 9%; carteira de crédito cresceu 116% na comparação anual

O PicPay (PICS) reportou seus resultados do primeiro trimestre de 2026, superando ou atingindo todas as linhas do guidance trimestral. O lucro líquido ajustado foi de R$ 169 milhões, queda de 10% em relação ao 4T25, mas alta de 92% na comparação anual — 9% acima das estimativas dos analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, do BTG Pactual.

“A principal surpresa positiva foi o crescimento das receitas de crédito com garantia real, com o consignado privado respondendo por quase 60% do crescimento incremental da carteira — um sinal de maturação do mix de crédito da plataforma”, afirmam os analistas.

Carteira cresce 116% e NIM supera estimativas

A carteira de crédito bruta chegou a R$ 28 bilhões (+17% trimestral, +116% anual), 6% acima das estimativas, sustentada pelo crédito com garantia (+191% anual) e pelo cartão de crédito (+62%). O NII atingiu R$ 1,7 bilhão, com NIM gerencial de 20,7%.

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“A gestão reforçou que a estratégia do PicPay é melhorar a rentabilidade ajustada ao risco em vez de simplesmente minimizar os NPLs — foco que foi destacado como o princípio central do processo de originação”, destacam Marquiori, Recchia e Alkmim.

Os depósitos cresceram 7% no trimestre e 46% no ano, chegando a R$ 30,8 bilhões. A eficiência operacional também melhorou: o cost-to-income caiu para 42,3% e o headcount está estável desde outubro de 2025.

Inadimplência sobe e pode limitar rerating no curto prazo

O NPL acima de 90 dias subiu 169 pontos-base no trimestre, para 8,9%, acima das estimativas. A cobertura caiu 26 pontos percentuais, para 156%.

“Os NPLs devem continuar subindo antes de se normalizar ao final de 2026, mas custo de risco e formação de Estágio 3 devem permanecer relativamente estáveis em torno de 4% — o que limita o impacto no resultado final”, avaliam os analistas.

O guidance para o segundo trimestre veio 9% acima do consenso no lucro líquido ajustado e 17% acima no lucro IFRS.

“Embora a preocupação com os NPLs possa dificultar um rerating significativo no curto prazo, o valuation a 7,8 vezes o P/E de 2026 segue não exigente — reiteramos nossa recomendação de Compra”, concluem Marquiori, Recchia e Alkmim.

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