A PetroReconcavo (RECV3) informou ao mercado a assinatura de novos contratos com a Petrobras (PETR4). Os acordos envolvem a Unidade de Tratamento de Gás de Catu, na Bahia. O acerto foi avaliado pelo Safra em relatório sobre o setor de óleo e gás. A Petrobras tem recomendação de compra do banco, com preço-alvo de R$ 57.
“A PetroReconcavo garantiu capacidade contratada de processamento de gás na UTG Catu entre 2028 e 2037, melhorando a visibilidade e a flexibilidade operacional para monetizar sua produção de gás na Bahia”, escreveram Conrado Vegner e Vinícius Andrade, analistas do Safra.
A UTG Catu processa o gás natural produzido pela PetroReconcavo no Recôncavo Baiano antes de ele seguir para a comercialização. O acesso à unidade é essencial para escoar essa produção.
Como consequência direta do novo acordo, a companhia suspendeu um investimento que estava nos planos. A decisão evitou desembolsos de curto prazo e preservou o projeto como opção para o futuro.
Suspensão de Miranga tem leitura dividida
A companhia optou por adiar um projeto que estava em análise havia algum tempo. A PetroReconcavo é uma das principais produtoras independentes de óleo e gás no Recôncavo Baiano, na Bahia.
“A PetroReconcavo suspendeu a decisão final de investimento, ou FID, para a unidade de processamento de gás de Miranga, evitando cerca de US$ 60 milhões em capex de curto prazo, enquanto preserva o projeto como opção estratégica para necessidades futuras de capacidade”, escreveram Vegner e Andrade.
Para o Safra, o desfecho combina segurança operacional com economia de capital no curto prazo. O banco avalia o anúncio sob a ótica de alocação de capital e risco de execução.
“Vemos o anúncio como majoritariamente positivo do ponto de vista de alocação de capital e risco de execução, já que a companhia garante capacidade de processamento de longo prazo e evita cerca de US$ 60 milhões em capex de curto prazo”, escreveram Vegner e Andrade.
O projeto de Miranga não foi cancelado. Ele segue como opção estratégica para necessidades futuras, mas a decisão também abre espaço para uma leitura mais cautelosa.
“Por outro lado, a suspensão do investimento na unidade de processamento de gás de Miranga pode indicar que as perspectivas de crescimento da produção de gás da companhia na Bahia seguem pouco atrativas”, apontaram os analistas.
O relatório do Safra reconhece essa leitura dividida sobre o mesmo anúncio. De um lado, há ganho de segurança operacional. Do outro, um possível sinal de crescimento mais limitado no estado.






