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Petrobras pode ter alta de 57% no Ebitda no 2T26, destaca BBI em relatório de petroleiras

Petrobras pode ter alta de 57% no Ebitda no 2T26, destaca BBI em relatório de petroleiras

Banco prevê US$ 2,9 bilhões em dividendos e margens maiores para distribuidoras de combustíveis

A Petrobras (PETR4) deve registrar Ebitda de US$ 18,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 57% em relação aos três primeiros meses do ano, segundo prévia elaborada pelo Bradesco BBI.

O banco atribui a projeção ao aumento dos preços do petróleo e aos reajustes promovidos pela estatal nos combustíveis. Com o resultado, os dividendos da Petrobras devem totalizar US$ 2,9 bilhões.

A perspectiva favorável não está restrita à companhia. O Bradesco BBI espera números resilientes em todos os segmentos do setor de petróleo e gás, beneficiados pelos efeitos da guerra sobre os preços da commodity e sobre as margens da distribuição de combustíveis.

“A temporada de resultados das empresas do setor de petróleo e gás deve apresentar números resilientes em todos os segmentos”, avalia o banco.

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Preço do petróleo favorece resultado da Petrobras

O aumento da cotação internacional do petróleo deverá ser o principal fator de sustentação do balanço da Petrobras no 2T26.

Além de elevar a receita obtida com a produção e a exportação da commodity, o petróleo mais caro foi acompanhado por reajustes nos preços dos combustíveis vendidos pela estatal.

“Para a Petrobras, estimamos um Ebitda de US$ 18,4 bilhões, alta de 57% no trimestre, dado o aumento dos preços do Brent e os reajustes nos preços dos combustíveis”, aponta o Bradesco BBI.

Com essa melhora operacional, o banco projeta US$ 2,9 bilhões em dividendos. O relatório não detalha, entretanto, o valor estimado por ação nem o possível calendário de pagamento.

Vibra e Ipiranga devem liderar destaques do 2T26

Apesar da forte projeção para a Petrobras, o Bradesco BBI considera que os principais destaques da temporada deverão aparecer entre as distribuidoras de combustíveis.

O banco espera crescimento anual dos volumes e, principalmente, margens mais elevadas no trimestre.

“Esperamos que as empresas de distribuição de combustíveis apresentem os principais destaques do 2T26 sob nossa cobertura”, afirma o relatório.

Para a Vibra Energia (VBBR3), a projeção é de uma margem de R$ 430 por metro cúbico. Já para a Ipiranga, controlada pela Ultrapar (UGPA3), o banco estima R$ 420 por metro cúbico.

A combinação de volumes maiores e rentabilidade superior por unidade comercializada deverá favorecer os resultados das duas empresas no período.

PRIO deve ter Ebitda estável no trimestre

Entre as empresas independentes de exploração e produção de petróleo, conhecidas pela sigla E&P, o efeito positivo da alta do Brent deverá ser parcialmente limitado por operações de proteção financeira e impostos sobre as exportações.

A PRIO (PRIO3) deve apresentar Ebitda de US$ 868 milhões, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre.

Segundo o Bradesco BBI, os preços mais altos do Brent e o crescimento dos volumes vendidos deverão ser compensados pelo pagamento de impostos de exportação.

Para a Brava (BRAV3), a projeção é de Ebitda de R$ 1,7 bilhão, crescimento sequencial de 5%.

A PetroReconcavo (RECV3), por sua vez, deve apresentar alta de 28% no Ebitda frente ao trimestre anterior. Nesse caso, o efeito favorável do petróleo mais caro deverá superar os impactos das operações de hedge e da valorização do real.

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OceanPact e Braskem também devem avançar

A expectativa de melhora dos resultados alcança ainda as empresas de serviços relacionados ao setor e a indústria petroquímica.

Para a OceanPact (OPCT3), o Bradesco BBI projeta Ebitda de R$ 231 milhões, avanço de 45% na comparação trimestral.

O desempenho deverá refletir principalmente o aumento da taxa de utilização da frota, estimado em 14 pontos percentuais.

Já a Braskem (BRKM5) deve apresentar Ebitda de US$ 796 milhões, ante US$ 192 milhões registrados no primeiro trimestre de 2026.

A recuperação projetada pelo banco está relacionada à melhora dos spreads petroquímicos e ao crescimento dos volumes comercializados durante o período.