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Tesouro Direto hoje: prefixados recuam, mas IPCA+ sobem em todos os prazos

Tesouro Direto hoje: prefixados recuam, mas IPCA+ sobem em todos os prazos

Prefixado 2029 recua para 14,15%, enquanto todos os títulos atrelados à inflação registram alta nas taxas

O Tesouro Direto hoje (30) opera com direções distintas entre os títulos públicos. As taxas dos prefixados recuam, acompanhando o fechamento dos juros futuros, enquanto todos os papéis ligados à inflação apresentam alta.

Por volta das 11h42, o Tesouro Prefixado 2029 oferecia rendimento de 14,15% ao ano, ante 14,32% na quarta-feira (29). O Prefixado 2032 recuava de 14,68% para 14,56%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passava de 14,77% para 14,71%.

Entre os títulos indexados à inflação, o comportamento era oposto. O Tesouro IPCA+ 2032 avançava de IPCA + 8,26% para IPCA + 8,27%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 subia de IPCA + 8,03% para IPCA + 8,06%.

As taxas também aumentavam em todos os vencimentos mais longos, com altas de até 0,06 ponto percentual.

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Tesouro Direto hoje: prefixados recuam até 0,17 ponto

A maior queda entre os prefixados era registrada pelo Tesouro Prefixado 2029. A taxa passou de 14,32% para 14,15% ao ano, redução de 0,17 ponto percentual.

Com o recuo, o rendimento do papel voltou a ficar abaixo da Selic, atualmente em 14,25% ao ano. A diferença entre as duas taxas era de 0,10 ponto percentual.

O Tesouro Prefixado 2032 recuou 0,12 ponto, de 14,68% para 14,56%. Já o Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,77% para 14,71%, queda de 0,06 ponto percentual.

A redução das taxas elevou os preços dos papéis. O preço unitário do Prefixado 2029, por exemplo, passou de R$ 725,20 para R$ 728,18.

IPCA+ sobem em todos os vencimentos

Enquanto os prefixados recuavam, as taxas dos títulos ligados à inflação avançavam de forma generalizada.

O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,26% para IPCA + 8,27%, alta de 0,01 ponto percentual. Apesar da pequena variação, o papel continua oferecendo juro real superior a 8% ao ano.

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 avançou de IPCA + 8,03% para IPCA + 8,06%, alta de 0,03 ponto. Com isso, dois títulos disponíveis na plataforma permaneciam acima da marca de 8%.

A maior elevação ocorreu no Tesouro IPCA+ 2040, cuja taxa passou de IPCA + 7,77% para IPCA + 7,83%, avanço de 0,06 ponto percentual.

O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiu de IPCA + 7,72% para IPCA + 7,77%. O IPCA+ 2050 avançou de IPCA + 7,50% para IPCA + 7,54%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de IPCA + 7,60% para IPCA + 7,65%.

Por que prefixados caem e IPCA+ sobem?

A diferença ocorre porque os dois grupos de títulos refletem componentes distintos das expectativas do mercado.

A taxa dos prefixados incorpora tanto o juro real exigido pelos investidores quanto a inflação esperada até o vencimento. Já a taxa exibida pelos títulos IPCA+ corresponde ao retorno real, pago além da variação da inflação oficial.

Quando os juros prefixados recuam, mas as taxas reais dos IPCA+ sobem, o comportamento sugere uma redução do prêmio de inflação implícita nos títulos nominais. Em outras palavras, o mercado pode estar projetando menor pressão inflacionária, sem reduzir na mesma proporção o retorno real exigido para os prazos mais longos.

A diferença também pode refletir fatores como prazo, liquidez, estrutura de pagamentos e prêmio específico de cada título.

Nesta quinta-feira, os dados mais benignos de inflação e atividade nos Estados Unidos favoreceram a queda das taxas nominais. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho brasileiro ainda aquecido e a comunicação mais dura do Federal Reserve ajudavam a manter os juros reais elevados.

Juros futuros recuam por toda a curva

Os juros futuros operavam em queda nos principais vencimentos acompanhados pelo mercado.

O DI para janeiro de 2029 recuava de 14,275% na quarta-feira para 14,09% nesta quinta, redução de 0,185 ponto percentual.

O contrato para janeiro de 2032 passava de 14,575% para 14,455%, queda de 0,12 ponto. Já o DI para janeiro de 2037 recuava de 14,66% para 14,62%, baixa de 0,04 ponto percentual.

O fechamento mais intenso na parte curta e intermediária da curva acompanhava a divulgação de dados americanos abaixo das expectativas.

O núcleo do PCE, medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve, avançou 0,1% em junho ante maio, abaixo da projeção de 0,2%. Na comparação anual, o indicador desacelerou de 3,4% para 3,3%.

O PCE cheio apresentou deflação de 0,1% no mês, enquanto o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 1,5% no segundo trimestre, abaixo do esperado.

Os números reduziram parte das preocupações com inflação e atividade, embora o mercado ainda atribua probabilidade relevante a uma nova alta dos juros americanos em setembro.

Mercado de trabalho brasileiro limita alívio

No Brasil, a taxa de desemprego recuou de 5,6% em maio para 5,4% em junho, permanecendo próxima das mínimas históricas.

Os dados indicam que o mercado de trabalho continua aquecido, embora já existam sinais de moderação na renda e no ritmo de criação de vagas.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas registradas por volta das 11h42 desta quinta-feira:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,15% ao ano — queda de 0,17 p.p.
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,56% ao ano — queda de 0,12 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,71% ao ano — queda de 0,06 p.p.

Atrelados à Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,27% — alta de 0,01 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 8,06% — alta de 0,03 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,83% — alta de 0,06 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,77% — alta de 0,05 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,54% — alta de 0,04 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,65% — alta de 0,05 p.p.