A Petrobras (PETR4) terá Jean-Paul Prates por presidente e fará emissão de notas comerciais.
Ele é o possível nome a ser indicado pelo novo governo e terá por missão fazer a estatal assumir uma posição de liderança na transição energética, a exemplo de outras petroleiras globais
Além disso, o senador Prates (PT-RN) deverá, ainda, tornar a companhia uma empresa integrada de energia, alavancada pelas atividades petrolíferas.
Prates é advogado e economista, tem quase 30 anos de experiência no setor de petróleo e gás, e foi consultor antes de seguir a carreira política.
Segundo o Estadão, ele poderá substituir a política de paridade de importação (PPI) e adotar três ações para garantir o abastecimento interno, ao mesmo tempo em que se buscará evitar a volatilidade dos preços internacionais.
Também disse que será implantada uma fórmula paramétrica ponderada, que envolve o preço de referência da ANP por produto, por área de influência de refinarias – inclusive na Bahia, onde a refinaria foi privatizada -, e com prazos definidos.
E acrescentou que o preço não será imposto, já que seria apenas uma referência. Também será implantada uma conta de estabilização para períodos de crise, a exemplo do que Prates queria implantar quando o preço do petróleo disparou, após a pandemia.

Petrobras (PETR4): notas comerciais
Ontem a petroleira informou que fará uma oferta de distribuição de certificados de recebíveis imobiliários (CRI), em até três séries, integrantes da 1ª, 2ª e 3ª séries da 67ª emissão pela Opea Securitizadora, lastreados em notas comerciais escriturais da 2ª emissão da estatal, sem garantia real e difejussória, em até três séries, para colocação privada.
As Notas Comerciais serão subscritas exclusivamente pela Securitizadora, no âmbito da securitização dos recebíveis imobiliários relativos às Notas Comerciais, para compor o lastro dos CRI.
Os CRI são objeto de oferta pública de distribuição. A emissão será composta por até 1,8 milhão de Notas Comerciais, com valor nominal unitário de R$ 1 mil, perfazendo o montante total de até R$ 1,8 bilhão, observando que o valor total da emissão de notas comerciais poderá ser diminuídos, observando-se o montante mínimo de R$ 1,5 bilhão, que é o valor inicial da oferta dos CRI, a ser definido em procedimento de bookbuilding.
BNDES
Outro nome que pode atrair a atenção do mercado financeiro diz respeito ao economista Gabriel Galípolo, ex-presidente do banco Fator.
Ele é cotado para assumir o comando do BNDES no terceiro governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Conforme o Estadão, Lula já disse que quer que o BNDES volte a ser um “banco de investimento”, e deverá se reunir com os novos governadores para traçar um plano de investimentos de infraestrutura e projetos de sustentabilidade ambiental via Parcerias Público Privadas (PPPs).
Na campanha, Galípolo foi escalado para fazer interlocução com representantes do mercado financeiro brasileiros e estrangeiros e setores empresariais.
Nesses encontros, tem reforçado a importância dos investimentos para ativar o crescimento do PIB. O vice, Geraldo Alckmin, que deve comandar a transição do governo, é cotado para o Ministério da Indústria e Comércio Exterior.
Por fim, segundo o periódico, o atual secretário de Fazenda de São Paulo, Felipe Salto, que é próximo a Alckmin, é cotado para o Tesouro Nacional e o economista Bernard Appy para integrar a equipe econômica de Lula e tocar a reforma tributária.
Ibovespa
A ação PETR4 encerrou o dia 31 de outubro de 2022 cotada em R$ 29,81 e reporta alta de 6,46% no período de um ano.
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