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Parcelamento dá vantagem à Pague Menos na disputa por canetas emagrecedoras, aponta XP

Parcelamento dá vantagem à Pague Menos na disputa por canetas emagrecedoras, aponta XP

Após descontos de laboratório igualarem o preço final das canetas de GLP-1, condições de pagamento decidem a disputa entre farmácias

Após descontos de laboratório aproximarem os preços finais dos medicamentos GLP-1 entre as farmácias, as condições de pagamento passaram a ser um dos principais critérios de competição pelo paciente, segundo a XP Investimentos.

A Pague Menos (PGMN3) aparece com a condição de parcelamento mais competitiva entre as grandes redes de farmácias na venda de canetas emagrecedoras, de acordo com relatório assinado pelas analistas Danniela Eiger e Laryssa Sumer.

Segundo elas, os descontos concedidos pelos laboratórios reduziram a diferença de preços finais entre as redes, deslocando parte da disputa para as condições comerciais oferecidas ao consumidor. Nesse cenário, a Pague Menos se destaca por permitir parcelamento em até seis vezes em todos os produtos e doses de GLP-1 mapeados pela casa.

“Em medicamentos GLP-1, todas as redes aplicam descontos de laboratório, levando a preços finais alinhados entre os players”, afirmam as analistas.

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Parcelamento de até seis vezes é a vantagem real da Pague Menos

Com o preço final equalizado entre as farmácias, a XP voltou o olhar para as condições de pagamento de cada rede, mapeadas na Tabela 3 do relatório:

  • Pague Menos (PGMN3): parcelamento em até 6 vezes em todos os produtos e doses de GLP-1, a condição mais generosa do mercado;
  • Panvel (PNVL3): política constante de 5 vezes;
  • RD Saúde (RADL3) e Grupo DPSP: condições mais restritivas, com produtos de menor preço, como Ozivy e Extensior/Poviztra, limitados a 3 vezes. O parcelamento sobe para 5 a 6 vezes nas terapias de semaglutida de preço mais alto;
  • Mounjaro: RD e DPSP voltam a 3 vezes, embora a RD permita até 6 vezes na compra de pelo menos duas caixas.

“Acreditamos que as condições de parcelamento podem ser um fator-chave de diferenciação, com a PGMN oferecendo as melhores condições de pagamento, de acordo com nossas checagens de canais”, apontam.

A vantagem da Pague Menos no parcelamento aparece em um contexto no qual a rede já vinha se destacando como a mais agressiva em preços de medicamentos de prescrição, o chamado RX. Mesmo após acompanhar o ajuste de preços dos pares pós-CMED, com alta média de 2% — enquanto a DPSP se destacou com aumento de 7% frente a abril —, a companhia manteve o menor patamar entre os concorrentes.

“Apesar dos ajustes, a Pague Menos permanece como a mais agressiva em preços de RX, em 86% do teto CMED, contra uma média dos pares de cerca de 91%”, destaca o levantamento da XP.

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Ozivy provoca resposta de Novo Nordisk e Eli Lilly

A disputa ganhou força após a expiração da patente da semaglutida no Brasil, que destravou uma nova rodada de descontos no mercado de canetas emagrecedoras. A EMS deu o primeiro passo ao lançar o Ozivy, primeira versão local do medicamento, que chegou às prateleiras em 15 de junho.

A entrada do produto provocou reação de concorrentes como Novo Nordisk (NVO; $N1VO34) e Eli Lilly (LLY; LILY34), segundo a XP.

A Novo Nordisk, que já vinha de campanhas de marketing para Poviztra e Extensior, reagiu em parceria com a Eurofarma. As duas farmacêuticas anunciaram uma nova rodada de cortes no programa EuroCuida, com reduções de até 48% no preço dos tratamentos.

A Eli Lilly também ajustou sua estratégia, embora o Mounjaro seja uma molécula diferente da semaglutida — tirzepatida, e não semaglutida. A farmacêutica lançou um programa de Combo Pack que reduz o custo do tratamento em cerca de 26% em média frente à compra de unidades avulsas.

Segundo a XP, essa rodada de descontos tem um efeito direto sobre a competição entre as farmácias: ela reduz a diferenciação pelo preço de etiqueta e aumenta a importância de fatores como parcelamento, disponibilidade e experiência de compra.

O mesmo tracker também mostrou que a Panvel passou a se destacar como a opção mais acessível em medicamentos de venda livre, conhecidos como OTC, depois de Pague Menos e Panvel reverterem parte dos aumentos recentes, com cestas caindo 6% a 7% em média frente a abril.

Já em produtos de higiene pessoal e cuidados, segmento conhecido como HPC, os marketplaces seguem na frente. Mercado Livre (MELI; MELI34) e Amazon (AMZN; AMZO34) aparecem como as opções mais baratas, sustentadas pelo frete grátis, enquanto a Shopee se mantém como a mais cara do segmento.