A Hypera (HYPE3) entra no mercado de canetas emagrecedoras no Brasil, com a Semavy, que funcionaria com uma substância à base de semaglutida – muita usada contra obesidade. A companhia nacional já teria inclusive enviado pedido de registro junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, traz que após a aprovação pela CMED, o passo seguinte, antes que o produto seja disponibilizado ao público em geral, é o endosso da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“A Hypera Pharma informa que protocolou, junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), solicitação de análise de preço da semaglutida. O protocolo integra o processo regulatório necessário para a comercialização do produto no Brasil”, informou a companhia, em nota enviada sobre a informação.
Canetas emagrecedoras avançam no Brasil
As canetas emagrecedoras ganharam novo impulso no mercado brasileiro após a farmacêutica brasileira Eurofarma anunciar uma redução de até 48% nos preços dos medicamentos Poviztra e Extensior, ambos à base de semaglutida biológica original. A medida ocorre em um momento em que o governo federal avalia formas de ampliar o acesso a tratamentos para obesidade por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o UOL.
Segundo a Eurofarma, os dois medicamentos são comercializados no Brasil desde o ano passado. A companhia afirma ter sido a primeira empresa a disponibilizar no país a semaglutida biológica original, substância amplamente utilizada no tratamento da obesidade e do sobrepeso.
A empresa informou que a Poviztra é idêntica ao medicamento injetável Wegovy e possui indicação para o tratamento da obesidade, do sobrepeso associado a comorbidades e da esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado.
A redução dos preços das canetas emagrecedoras ocorre em meio às discussões do Ministério da Saúde sobre a possibilidade de incorporar medicamentos dessa categoria ao SUS. A proposta prevê a criação de mecanismos para subsidiar o acesso a tratamentos de alto custo destinados ao controle da obesidade.
Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou os valores praticados atualmente no mercado e classificou os preços desses medicamentos como elevados para grande parte da população.
Segundo o ministro, o governo pretende estimular a produção nacional e ampliar a concorrência no setor como forma de reduzir os custos das canetas emagrecedoras e viabilizar uma eventual oferta em larga escala pelo sistema público de saúde.
“Queremos que laboratórios públicos e empresas nacionais dominem essa tecnologia. Quanto mais empresas produzindo aqui, mais medicamentos como esses registrados, mais baixo o preço. A gente consegue derrubar os preços que são abusivos com uma concorrência maior”, afirmou Padilha, na publicação.
A estratégia do governo envolve incentivar o desenvolvimento tecnológico nacional e ampliar a capacidade produtiva de medicamentos à base de semaglutida no país. A expectativa é que um aumento no número de fabricantes contribua para reduzir os preços e ampliar o acesso da população aos tratamentos.
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