O relatório do Banco Safra sobre o PagBank (PAGS34) aponta melhora pontual nos indicadores do quarto trimestre de 2025, mas alerta para tendências operacionais ainda frágeis para 2026. A instituição manteve recomendação neutra para as ações, avaliando que o ambiente macroeconômico desafiador deve limitar uma aceleração mais consistente do crescimento no curto prazo.
No 4TRI25, o volume total de pagamentos (TPV) somou R$ 142,4 bilhões, com alta de 9,7% na comparação trimestral, mas queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado indica recuperação sequencial, porém ainda sem sinal claro de retomada estrutural. A receita líquida atingiu R$ 5,397 bilhões, avanço de 5% ano contra ano, em linha com as estimativas do Safra.
O lucro bruto totalizou R$ 2,058 bilhões, superando em 2% as projeções do banco, impulsionado principalmente pela redução das despesas financeiras, reflexo da otimização no custo de captação. A margem bruta avançou 150 pontos-base no trimestre, para 58%. Já o lucro líquido, pelo critério contábil (GAAP), ficou em R$ 502 milhões, recuo de 16% em base anual e abaixo das estimativas. Em base ajustada (non-GAAP), o lucro foi de R$ 678 milhões, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 18,4%.
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Guidance para o ano
Para 2026, o guidance prevê expansão do lucro bruto entre 6% e 9% e crescimento do lucro por ação entre 9% e 13%. A carteira de crédito deve avançar entre 25% e 35%, enquanto o CAPEX tende a recuar para um intervalo entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões. Ainda assim, o Safra pondera que o ponto médio da projeção implica carteira de cerca de R$ 6 bilhões, distante da meta de R$ 25 bilhões até 2029, o que exigiria aceleração relevante do ritmo de crescimento nos anos seguintes.
Segundo o banco, embora a administração espere expandir as operações de crédito, especialmente em capital de giro, e melhorar margens para compensar a menor contribuição do segmento de pagamentos, o cenário macro pode dificultar a expansão com qualidade de ativos preservada. Nesse contexto, a casa vê espaço limitado para uma reprecificação positiva das ações no curto prazo.






