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Olympikus, Under Armour e Mizuno sustentam tese da Vulcabras, aponta Genial

Olympikus, Under Armour e Mizuno sustentam tese da Vulcabras, aponta Genial

O que pesa contra a tese no curto prazo é financeiro, e não operacional, com a alavancagem em 0,9 vez o Ebitda após o dividendo extraordinário de 2025

A Genial Investimentos iniciou a cobertura de Vulcabras (VULC3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20 por ação. O valor implica potencial de valorização de 51,6% sobre a cotação de referência de R$ 13,19, apurada em 11 de setembro.

O argumento central é o histórico de alocação de capital da companhia. A casa cita os licenciamentos da Under Armour, em 2018, e da Mizuno, em 2021, além do lançamento da linha Corre, em 2019, que mudou o patamar da Olympikus.

Os números operacionais sustentam a leitura. Entre 2016 e 2025, a receita líquida saiu de R$ 1,100 bilhão para R$ 3,6 bilhões, crescimento anual composto de aproximadamente 13,6%, com o volume de peças vendidas avançando cerca de 4,0% ao ano no mesmo período.

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O que mudou nas margens

A margem bruta subiu de 32,6% em 2020 para 41,0% em 2025, puxada pelo crescimento do comércio eletrônico e por ganhos de eficiência fabril após a simplificação do portfólio. O licenciamento da marca feminina Azaleia para a Grendene, em 2020, deixou a carteira inteiramente dentro do universo esportivo.

“A tese não depende de expansão de margem, que deve seguir estável, pressionada por mão de obra e pelo fim do vento favorável do comércio eletrônico”, apontam Alan Frydman e Eduardo Nishio, analistas da Genial Investimentos.

O problema está no balanço, não na operação

“O que pesa contra a tese no curto prazo é financeiro, não operacional”, observam Frydman e Nishio.

Em 2025, a companhia distribuiu R$ 1,500 bilhão em dividendos para antecipar a nova tributação sobre proventos, em vigor desde 2026, movimento recomposto apenas em parte por uma emissão de ações. A alavancagem foi a 0,9 vez o Ebitda.

O efeito colateral atingiu a base de acionistas. A companhia pagava dividendo mensal, atrativo que sustentava um grupo relevante de investidores, e o pagamento foi pausado diante do endividamento maior. A saída desses acionistas ajuda a explicar a queda do papel.

“O episódio de 2025 é visto como um desvio pontual e já em reversão, não uma mudança estrutural na qualidade de gestão que caracterizou a companhia desde o turnaround de 2015”, projetam Frydman e Nishio.

O preço-alvo vem de um modelo de fluxo de caixa descontado ao acionista, com custo de capital próprio de 14,1% e crescimento real na perpetuidade de 2%.