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Oceanpact (OPCT3): fusão com CBO transforma geração de caixa e Bradesco BBI sobe preço-alvo

Oceanpact (OPCT3): fusão com CBO transforma geração de caixa e Bradesco BBI sobe preço-alvo

Combinação cria uma das maiores plataformas de apoio offshore do país, com frota de 73 embarcações e backlog próximo a R$ 14 bilhões

A combinação de negócios entre Oceanpact (OPCT3) e CBO redesenha o caso de investimento da operadora e levou o Bradesco BBI a elevar o preço-alvo para o fim de 2026 a R$ 15 por ação, ante R$ 10 anteriormente. Os analistas Vicente Falanga e Ricardo França mantêm o nome entre as principais escolhas do banco no universo de small caps.

Anunciada em fevereiro de 2026, a operação se dará pela incorporação da holding da CBO e criará uma das maiores plataformas integradas de apoio offshore do Brasil. A companhia combinada passará a contar com frota de 73 embarcações, receita anual superior a R$ 4 bilhões e backlog próximo a R$ 14 bilhões, número que reflete ganho de escala, complementaridade de ativos e captura de sinergias.

Geração de caixa muda

A revisão do modelo do Bradesco BBI incorpora os ativos da CBO e altera o perfil financeiro da Oceanpact em pontos centrais. O fluxo de caixa livre por ação passa de negativos R$ 0,14, considerando a companhia isoladamente, para R$ 0,79 em 2026 já com a fusão capturada, segundo a casa.

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“A transação posiciona a nova empresa como a segunda maior operadora de embarcações de apoio offshore no Brasil e entre as dez maiores globalmente, além de ser geradora de valor em fluxo de caixa por ação desde o início”, afirmam os analistas.

Olhando o intervalo entre 2026 e 2030, o banco projeta rendimento médio de FCFE (fluxo de caixa livre ao acionista) de 12%, ante 8,6% no cenário sem a fusão. O dividend yield estimado também avança, de 13% para 15% no mesmo período.

Valuation com desconto

Mesmo após a alta projetada para o preço-alvo, o BBI enxerga espaço para destravamento adicional. O múltiplo implícito da Oceanpact permanece abaixo do referencial setorial, abrindo margem para reprecificação à medida que a integração avança.

“A companhia negocia a 4,5 vezes o múltiplo EV/Ebitda estimado para 2026, desconto de cerca de 30% em relação à média global e 20% frente à Tidewater”, escrevem os analistas.

Para os atuais acionistas de OPCT3 com direito aos recursos relacionados às ações judiciais contra a Petrobras, o BBI estima valor de R$ 17 por ação. A casa também trabalha com cenários alternativos, com R$ 13 no pessimista e R$ 20 no otimista, faixa que sustenta a tese mesmo sob premissas conservadoras.

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Gatilhos e riscos

A execução da integração concentra os principais catalisadores apontados pelos analistas. Avanço na recontratação da frota ociosa da CBO, elevação das taxas de ocupação e melhora gradual de liquidez das ações compõem a lista de fatores que podem acelerar a reprecificação dos papéis.

No outro vetor, o relatório aponta captura de sinergias abaixo do esperado, dificuldades na recontratação da frota ociosa, eventual deterioração do ciclo do petróleo no longo prazo e restrições de liquidez no curto prazo como pontos de atenção.

“Entendemos que o perfil risco-retorno é favorável, com potencial de destravamento de valor adicional caso o ciclo da indústria permaneça aquecido ou a recontratação dos ativos ocorra de forma mais acelerada”, destacam Falanga e França.