A Ecorodovias (ECOR3) teve sua recomendação elevada de neutra para compra pelo Citi após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026. Apesar da revisão positiva, o banco reduziu o preço-alvo das ações da companhia de R$ 11 para R$ 10, incorporando os números mais recentes e revisando a curva de investimentos da empresa.
A mudança ocorre após a empresa apresentar crescimento operacional e melhora em indicadores financeiros no período. O tráfego consolidado avançou 20,6% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No critério de tráfego comparável, que desconsidera novos ativos incorporados, a alta foi de 0,4%, impulsionada principalmente pelo segmento de veículos pesados, que registrou crescimento de 1,5%.
A receita líquida ajustada da companhia somou R$ 1,81 bilhão no trimestre, avanço de 8,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já os custos caixa ajustados, excluindo a operação Ecoporto, cresceram 3,2%, abaixo da inflação acumulada pelo IPCA no período.
Ecorodovias: detalhes do balanço
O Ebitda ajustado atingiu R$ 1,4 bilhão entre janeiro e março, alta de 12% sobre igual intervalo do ano anterior. A margem Ebitda ajustada chegou a 77,6%, avanço de 2,4 pontos percentuais.
Apesar da melhora operacional, a Ecorodovias registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 milhões no trimestre. Segundo a empresa, o resultado foi impactado pela amortização integral do saldo remanescente do ativo intangível da Ecovias Sul, após o encerramento do contrato de concessão.
Desconsiderando os efeitos relacionados à Ecovias Sul, o lucro líquido do trimestre teria sido de R$ 77,1 milhões, informou a companhia.
Outro destaque do balanço foi a distribuição de dividendos. Em assembleia realizada em abril, os acionistas aprovaram o pagamento de R$ 210,4 milhões em dividendos mínimos obrigatórios. O Conselho de Administração autorizou posteriormente o pagamento dos valores a partir de 12 de junho de 2026.
A alavancagem consolidada permaneceu estável em relação ao ano anterior, encerrando março de 2026 em 3,9 vezes dívida líquida sobre Ebitda ajustado.
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