A OceanPact (OPCT3) reportou resultados sólidos no primeiro trimestre de 2026, com crescimento expressivo em rentabilidade apesar de uma taxa de ocupação da frota mais baixa — reflexo de um trimestre intenso em mobilizações para novos contratos com a Petrobras (PETR4).
A receita líquida consolidada totalizou R$ 497 milhões no período, alta de 8% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. O Ebitda ajustado avançou 30%, para R$ 163 milhões, com margem Ebitda ajustada de 33% — expansão de 6 pontos percentuais anual. O lucro líquido mais do que dobrou, saltando de R$ 14 milhões para R$ 30 milhões, alta de 118%.
Diárias mais altas compensam menor ocupação
O segmento de Embarcações registrou receita líquida de R$ 281 milhões — queda de 2% anual —, pressionado pela taxa de ocupação da frota, que recuou de 82% para 65%. O movimento foi explicado pela realização simultânea de sete mobilizações contratuais de embarcações high-spec para novos contratos com a Petrobras e clientes privados, com prazo de até quatro anos.
A diária líquida média, entretanto, cresceu 22%, para R$ 206 mil — alta que compensa parte da menor atividade e impulsionou o Ebitda ajustado do segmento para R$ 97 milhões, expansão de 35% anual, com margem saltando de 25% para 35%.
Serviços cresce 53% com descomissionamento
O segmento de Serviços foi o grande destaque do trimestre, com receita líquida avançando 53% anual para R$ 275 milhões. O motor do crescimento foi a unidade Subsea & Geociências, que cresceu 63%, impulsionada pelo início do contrato de descomissionamento com a Trident, pelo novo contrato de Monitoramento Ambiental e por dois projetos com a Petrobras na Colômbia.
O Ebitda ajustado do segmento cresceu 22% anual para R$ 67 milhões, com a margem pressionada em 7 pontos percentuais pelo custo de afretamento de embarcações de terceiros para o projeto de descomissionamento da Boia de Congro.
Combinação com CBO avança
No campo estratégico, a fusão com a CBO Holding foi aprovada em assembleia com mais de 99% dos votos favoráveis em 30 de março. A conclusão da operação, sujeita à aprovação do CADE, é esperada entre o segundo e o terceiro trimestre de 2026. O ROIC (Return on Invested Capital) da companhia avançou de 8% para 10% na comparação anual.






