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O que o balanço da Weg no 3T26 revela ao investidor?

O que o balanço da Weg no 3T26 revela ao investidor?

O fato é que os dados do terceiro trimestre da companhia não empolgaram. Tanto é que as ações da companhia recuam quase 4% na bolsa de valores

O balanço da Weg (WEGE3) divide o mercado. Análises do BTG Pactual (BPAC11) e da Ativa Investimentos mostram leituras diferentes, de mista a negativa, respectivamente. Mas o fato é que os dados do terceiro trimestre da companhia não empolgaram. Tanto é que as ações da companhia recuam quase 4% na bolsa de valores.

De acordo com o relatório do BTG, os resultados da Weg no terceiro trimestre foram um pouco mais mistos do que o esperado, lembrando a dinâmica observada no quarto trimestre de 2025.

“Era importante confirmar a aceleração do crescimento aguardada pelo mercado, já que a companhia é uma empresa cuja tese de investimento depende da expansão das receitas. No entanto, as margens ficaram um pouco abaixo das expectativas”, relata o BTG.

Em relação ao crescimento, a receita reportada foi superior à estimativa BTG, mas ficou em linha com o consenso dos analistas, sem grandes surpresas. Já as margens ficaram abaixo tanto do consenso quanto das nossas projeções.

“Acreditamos que o desempenho foi pressionado pelos custos mais elevados de insumos, principalmente cobre, pelo impacto das tarifas e pela entrada em operação de novas capacidades produtivas”, completa o relatório.

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Ativa vê resultado fraco da Weg

Com relação à Ativa, a casa de análise classificou o resultado como sendo fraco. Apesar de manter a recomendação de compra para as ações da Weg, é esperada uma reação do mercado ao longo do dia – como mostra a cotação do papel pela manhã.

De acordo com o relatório, a receita líquida foi de R$ 10,9 bilhões, em linha com a estimativa, com alta de 5,7% na comparação anual, impulsionada pelo mercado externo, principalmente nas operações de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD).

“Por outro lado, destacamos negativamente a pressão nos custos de matérias-primas e as maiores despesas com pessoal, dada a expansão em curso da capacidade produtiva desde o início deste ano. Assim, a margem Ebitda foi de 21,6%, queda de 0,6 ponto percentual na comparação anual e 1,2 ponto percentual abaixo da nossa estimativa. A companhia registrou queda de 4,6% no lucro líquido, para R$ 1,7 bilhão, abaixo das nossas expectativas. Por fim, o ROIC foi de 33,2%, ante estimativa de 36,9%”, completa a Ativa.