A AT&T registrou lucro líquido de US$ 1,3 bilhão com operações continuadas no terceiro trimestre de 2026 (3T26), enquanto o lucro por ação dessa mesma base de operações ficou em US$ 0,13, abaixo dos US$ 1,29 registrados um ano antes. O resultado foi afetado por uma baixa contábil não monetária relacionada ao negócio de telefonia móvel da companhia no México, classificado como mantido para venda, além de despesas com desligamento de funcionários.
Apesar da queda no indicador contábil, a empresa norte-americana de telecomunicações superou as expectativas do mercado em métricas ajustadas e de receita. O lucro ajustado por ação alcançou US$ 0,65, acima do consenso de US$ 0,60 dos analistas consultados pela FactSet.
A receita totalizou US$ 32,3 bilhões no trimestre, alta de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025 e acima dos US$ 31,69 bilhões projetados pelos analistas.
Receita e geração de caixa avançam
O balanço da AT&T também mostrou crescimento da rentabilidade operacional e da geração de caixa. O lucro operacional ajustado foi de US$ 7,6 bilhões, enquanto o lucro operacional totalizou US$ 4,1 bilhões.
O Ebitda ajustado — indicador que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização — atingiu US$ 12,5 bilhões, avanço de 5,4% na comparação anual.
O caixa gerado pelas atividades operacionais das operações continuadas somou US$ 10,5 bilhões, ante US$ 10,2 bilhões um ano antes. Já o fluxo de caixa livre chegou a US$ 5 bilhões, ligeiramente acima dos US$ 4,9 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2025.
Os investimentos de capital relacionados às operações continuadas foram de US$ 5,1 bilhões. Considerando a métrica de investimento de capital divulgada pela empresa, o total alcançou US$ 5,6 bilhões.
Fibra óptica e 5G impulsionam crescimento
A expansão dos serviços de conectividade avançada foi um dos principais destaques operacionais da AT&T. A receita desse segmento alcançou US$ 23,9 bilhões, crescimento de 6,1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
O lucro operacional da divisão avançou 18,9%, para US$ 7,6 bilhões, enquanto o Ebitda chegou a US$ 12,3 bilhões, alta de 7,3% na comparação anual.
A companhia também registrou um recorde de novas adesões à internet de conectividade avançada para consumidores e empresas. Foram adicionados 769 mil acessos líquidos no trimestre, dos quais 442 mil vieram dos serviços de fibra óptica e 327 mil da internet fixa sem fio.
Esse foi o segundo trimestre consecutivo em que a AT&T adicionou mais de 1 milhão de clientes em seu conjunto de serviços de conectividade avançada, considerando também os segmentos de telefonia móvel e internet.
Na telefonia pós-paga, a empresa conquistou 379 mil novos acessos líquidos. A taxa de cancelamento de linhas pós-pagas ficou em 0,92%.
AT&T amplia rede de fibra óptica
A infraestrutura de fibra óptica segue como uma das prioridades estratégicas da companhia. Ao fim do trimestre, a AT&T havia alcançado mais de 39 milhões de localidades residenciais e comerciais com acesso à sua rede de fibra.
A empresa mantém a meta de ultrapassar 40 milhões de localidades atendidas até o fim de 2026 e alcançar mais de 60 milhões até o fim de 2030.
A estratégia combina a expansão da fibra com os serviços móveis de quinta geração (5G), buscando aumentar a quantidade de clientes que contratam diferentes produtos da companhia.
Segundo os dados divulgados, 42,8% dos domicílios que utilizam os serviços avançados de internet residencial da AT&T também contrataram os serviços móveis da empresa.
O presidente e CEO da companhia, John Stankey, afirmou que a expansão das relações comerciais com consumidores e empresas reforça a estratégia de investimentos em conectividade. O executivo também destacou o posicionamento da infraestrutura de fibra da AT&T diante do avanço da inteligência artificial.
Empresa devolve US$ 4,8 bilhões aos acionistas
A AT&T também manteve a remuneração aos investidores durante o trimestre. A companhia informou ter devolvido aproximadamente US$ 4,8 bilhões aos acionistas, incluindo US$ 2,8 bilhões em recompra de ações ordinárias.
O volume de recompras integra a estratégia de alocação de capital da empresa, que combina investimentos em infraestrutura, geração de caixa e retorno aos acionistas.
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