Mais uma temporada de balanços está chegando e a expectativa aumenta para os dados dos bancos brasileiros no segundo trimestre do ano, como Santander Brasil (SANB11), Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4). O banco Safra prevê que este será um trimestre desafiador para o segmento e que o foco dos resultados estará na revisão das projeções de lucro para o próximo ano.
Para o Safra, a expectativa é que a qualidade dos ativos continue sendo um fator de pressão para o setor bancário, refletindo a deterioração observada nas carteiras de pessoas físicas, pequenas e médias empresas (PMEs), alguns grandes clientes corporativos e no agronegócio.
Entre os bancos, o Bradesco deve apresentar alguma resiliência, já que os resultados sólidos de suas subsidiárias tendem a compensar o aumento do custo de risco.
“No entanto, acreditamos que um ambiente mais pressionado nas operações bancárias poderá ser interpretado pelo mercado como um enfraquecimento do negócio principal do banco”, diz trecho do relatório.
Cenário pessimista para Itaú e Santander
Para o Santander e o Itaú, o cenário é um pouco mais nebuloso. O ITUB4 deve divulgar resultados ligeiramente mais fracos, com aumento das provisões para perdas, bom controle de despesas, mas desaceleração no ritmo de crescimento das receitas.
“Mantemos uma visão negativa para o Santander Brasil, esperando aumento do custo de risco e crescimento mais fraco das receitas. Entre os grandes bancos, acreditamos que será o único a registrar queda no lucro líquido em relação ao primeiro trimestre”, ressalta o Safra.
Por sua vez, para o Banco do Brasil, o Safra projeta que as provisões permaneçam praticamente estáveis na comparação trimestral. Ainda assim, a continuidade da pressão sobre as carteiras de agronegócio e de pessoas físicas mantém um cenário desafiador para o segundo semestre de 2026.
“Não descartamos uma eventual revisão das projeções (guidance) da instituição nos próximos meses”, completa.
De forma geral, diz o relatório, o segundo trimestre será importante para avaliar possíveis revisões das estimativas de lucro para 2027, que, em na avaliação do documento, tendem a ser negativas.
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